Filme cinquenta por cento

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  • Publicado : 21 de abril de 2013
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O diagnóstico de uma doença grave sempre causa uma verdadeira revolução na vida do paciente e de sua família e amigos. E se esse enfermo for um jovem será ainda pior. Se não tiver vícios como uso de bebida alcoólica e tabaco a inconformidade será, sem dúvida, maior ainda. Primeiro porque acreditamos que as doenças graves deveriam vitimar apenas os mais velhos, “os bem vividos”. Mas quando odoente é uma criança ou um jovem toda nosso conhecimento, nossa forma mesquinha de pautar o mundo e determinar como as coisas deveriam acontecer na vida vão por água abaixo. O roteiro do filme foi escrito por Will Reiser, que viveu na própria pele o drama vivido pelo moço Adam. Este filme retrata a vida do jovem Adam (Joseph Gordon-Levitt). Adam tem 27 anos e trabalha numa estação de rádio. Apóssentir dores nas costa o jovem procura um médico e recebe um diagnóstico que para a maioria de pessoas é uma sentença de morte: câncer. Mas o filme não vai tratar da doença, mas das reações e relações das pessoas “saudáveis” com o enfermo. Este filme é um retrato da pouca valia que damos a vida e ao sofrimento alheio. A película desnuda a indiferença de um médico, a fragilidade de relacionamentoamoroso e a inexperiência de uma terapeuta somente preocupada com uso correto das técnicas. O filme evidencia ainda uma amizade relativamente sólida, embora e as vezes decorada com atos egoístas. Uma mãe protetora, ultra ocupada, quase inexistente, diluída entre cuidar do marido vítima de Alzheimer e o preocupada com o filho acometido pelo câncer. O longa metragem aponta ainda para uma amizade entredoentes e para uma reflexão de Adam sobre a vida e seus relacionamentos afetivos. O filme Cinquenta por cento é acerca de um rapaz com uma doença grave, tem emoção, sentimento sem ser piegas. A abordagem deve levar o expectador não as lágrimas, mas a reflexão de como tem tratado seu semelhante, principalmente, nos momentos frios, escuros, dolorosos e silenciosos quando uma doença já instalada édescoberta, quando a palavra futuro deixa de fazer sentido. Onde está você quando seu semelhante sofre?
É curioso como o filme retrata a esfera clínica-médica desde o início. O médico que dá o diagnóstico a Adam demonstra indiferença; não o cumprimenta com um aperto de mão, apresenta um tom de voz distante, sem emoção, demonstra frieza ao dar o resultado da análise. O médico retratado pode bemrepresentar toda a classe médica, não deixa transparecer traços emocionais, ele é quase uma máquina, não trata de doentes, isto é, pessoas. Sua preocupação é apenas com a doença, e as pesquisas mais recentes. Podemos colocar aqui também a terapeuta, muito preocupada com o seu treinamento, com os conceitos, com o uso correto dos termos técnicos, não deixa também lugar para a afetividade, sua açãonesse sentido também é técnica, mecânica. Somente no final do filme o comportamento da terapeuta mudará. Fica evidente também a frieza e automação dos enfermeiros no momento em que Adam está sendo preparado para a cirurgia; sua pergunta não é respondida e o abraço da mãe é interrompido de forma fria e brusca.
Já no caso de sua namorada Rachael (Bryce Dallas Howard) parece ter uma atitude sincera,preocupada, de quem realmente ama. Mas logo vemos uma pessoa mesquinha, egoísta e cruel. A sua fala: “aquele mundo/este mundo” pode ser interpretada como: quem tem doença grave é um alienígena. Na verdade os momentos difíceis sempre funcionarão como peneira; separará os que nos amam e verdadeiramente se preocupam conosco dos outros, oportunistas.
A amizade verdadeira se confirma em momentosdifíceis. É importante notar que o amigo Kyle (Seth Rogen) é o primeiro a receber a notícia do próprio Adam. Kyle quase sempre está junto do amigo, a exceção é quanto Adam liga pedindo para que o amigo o leve ao médico e o celular do Kyle está desligado). Mesmo sendo amigo, Kyle demonstra dois momentos de profundo egoísmo; primeiro; quando usa a doença do amigo para conquistar garotas e segundo; quanto...
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