Fichamento processo civilizador

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Elias, Norbert. 1897-1990O processo civilizador / Norbert Elias: tradução da versão inglesa Ruy Jungmann: revisão, apresentação e notas, Renato Janine Ribeiro – Rio de Janeiro. Zahar . 1993. 2v. |
“Questões que se consideravam menores, por exemplo a da etiqueta ou boas maneiras, com o uso que Elias faz da idéia de “processo” adquirem um sentido e é essa questão que vai nortear uma apreciaçãodas indicações mais notáveis desse sociólogo interdisciplinar” (pag 09)“Se não articularmos cada elemento da cultura humana, mesmo o que parece estranho, absurdo não entenderemos o que os homens produzem e como eles vivem”. Para Norbert Elias a condição do homem é uma lenta e prolongada construção do próprio homem, rompendo assim com a idéia de uma natureza já dada” (pag 09)“Norbert Elias assimaponta uma valorização moral, uma opção pelo homem, acreditava num civilizar do homem, no progresso, e que por sua vez se funda, em seu pensamento, no pressuposto do sentido” (pag 11)“ A idéia que o ser humano caminha para a emancipação ou redenção é pouco crível, e isso é uma crítica ao sentido. Existe uma ética no pensamento de Elias – sua convicção que o homem se civiliza, e que isso constituium valor positivo” (pag 12)“Durante a Idade Média as lutas pelo controle e produção da terra se davam entre a nobreza, Igreja e os príncipes, ganha mais um participante nos séculos XII e XIII a burguesia. As relações de poder entre os adversário variam conforme os países, mas o resultado quase sempre foi mesmo os príncipes ou seus representantes terminam por acumular uma concentração de poder,o poder dos estados, vão se reduzindo, enquanto se consolida o poder absoluto de uma única figura, o rei na Fança e Inglaterra e nos paísses sob o mando dos Hamburgo, nas regiões alemã e italiana pelo senhor territorial” (pag 15)“durante a renascença as cortes foram se tornando modelo concreto e os centros formadores de estilos . na fase anterior haviam sido forçadas a dividir ou abdicarinteiramente dessa função em favor de outros centros – Igreja cidades, cortes dos grandes vassalos” (pag 16)“A mais influente sociedade de corte desenvolveu-se na França, a partir de Paris que difundiu códigos de conduta, maneiras e gosto. (...) A Aristocracia absolutista de corte dos demais países, inspirou-se na mais rica, poderosa e centralizada da época e adotou aquilo que se adequava às suaspróprias necessidades” (pag 17)“O que se começa a construir aos poucos, nos fins da Idade Média, não é apenas uma sociedade de corte aqui e ali. E sim uma aristocracia de corte que abraça toda a Europa Ocidental com seu centro em Paris. Seus membros falam a mesma língua inicialmente a italiana e depois os franceses lêem os mesmo livros, tinham com diferenças em graus o mesmo estilo de vida. (...)Meados do século XVIII (...) com um gradual deslocamento do centro de gravidade política e social da corte as várias sociedades burguesas nacionais, os laços entre as sociedades aristocráticas de corte de diferentes nações são afrouxados, mesmo que não cheguem a se romper de todo. A língua francesa cede lugar não sem lutas, às línguas nacionais burguesas. A sociedade de corte se torna cada vez maisdiferenciada, da mesma maneira acontece com as sociedades burguesas, sobretudo quando a sociedade aristocrática perde seu centro com a Revolução Francesa.” (pag 18)“Na formação social pré-nacional (...) criam-se os modelos do intercâmbio social mais pacifico. Que em maior ou menor grau todas as classes precisavam (...) os hábitos mais rudes, os costumes mais soltos e desinibidos da sociedademedieval são “suavizados” , “polidos” e “civilizados” (pag 18)“A sociedade absolutista de corte foi acompanhada por um civilizar da economia das pulsões e da conduta da classe superior. E indica também com que coerência essa maior contenção e regulação de anseios se associa ao aumento do controle social, e da dependência da nobreza face ao rei ou ao príncipe” (pag 19)“em fins da Idade Média, alguns...
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