Fichamento durkheim

Disponível somente no TrabalhosFeitos
  • Páginas : 7 (1692 palavras )
  • Download(s) : 0
  • Publicado : 12 de junho de 2011
Ler documento completo
Amostra do texto
BORDIEU, P.; CHAMBOREDON, J-C; PASSERON, J-C. Texto 22 – "necessário tratar os fatos sociais como coisas"/Texto 41 – O formalismo com intuicionismo. In: Ofício de Sociólogo. Petrópolis: Vozes, 2004, p. 186-188/270-274.

1. Problema

❖ Texto 22: Que regra metodológica fundamental deve ser seguida pelo sociólogo para que a Sociologia efetivamente possa ser uma ciência?
❖Texto 41: Por que a proposta de Simmel de uma sociologia formal não é suficiente para fundamentar a Sociologia enquanto ciência?

2. Tese

❖ Texto 22: Os fatos sociais devem ser considerados em si mesmos, como coisas, desligados e independentes dos sujeitos conscientes e de suas representações sobre eles.
❖ Texto 41: A proposta de Simmel de separar na sociedade o“conteúdo” (os fenômenos) e o “continente” (as formas sociais no interior das quais os fenômenos são observados) e tomar como objeto da Sociologia apenas este último é uma abstração não-metódica e indeterminada, insuficiente para dar à Sociologia um objeto científico.

3. Argumentos

❖ Texto 22:
✓ Argumento 1. Os fatos sociais são o único datum oferecido ao sociólogo, ouantes, se impõem à observação – as noções que supostamente os embasam não são acessíveis diretamente.
✓ Argumento 2. Apenas por meio de uma observação mais atenta, passam a ser percebidas a constância e a regularidade (sintomas da objetividade) de fatos aparentemente arbitrários.
❖ Texto 41: Por que a proposta de Simmel de uma sociologia formal não é suficiente para fundamentara Sociologia enquanto ciência?
✓ Argumento 1. A abstração operada por Simmel na separação entre “conteúdo” e ‘continente” não é metódica, pois tal divisão é arbitrária, por apartar coisas de mesma natureza – não existem duas espécies de realidade.
✓ Argumento 2. Ainda, o autor não demonstra antecipadamente a razão pela qual os diversos fenômenos da vida social não seriamobra da coletividade e, assim, objetos da Sociologia.
✓ Argumento 3. A proposta de Simmel é indeterminada porque as expressões “formas sociais” ou “formas de associação em geral”, que ele usa para designar o objeto da Sociologia, não são devidamente especificadas, permitindo elastecimento ou restrição à vontade dos limites da ciência.

4. Conceitos/Categorias

❖Texto 22:
✓ Coisa. Tudo que é dado, que se oferece, ou antes, se impõe à observação, enquanto algo separado dos indivíduos que dela têm representação e reconhecida por não poder ser alterada por mero decreto da vontade.
❖ Texto 41:
✓ Formalismo. Posição de Simmel, que pretende estabelecer como objeto da Sociologia as formas sociais (continente) no interior das quaisos fenômenos (conteúdo) são observados.
✓ Intuicionismo. Posição que se considera equivalente a de Simmel, na medida em que a determinação de um objeto formal para a Sociologia por ele pretendida conduz a aproximações induzidas pelas intuições do senso comum (arbitrário, não-metódico, etc).

5. Conclusões

❖ Texto 22: A única forma de precisar as propriedadescaracterísticas dos fenômenos sociais e as causas desconhecidas da quais estas dependem é partir da exterioridade observável – daí a atitude mental indispensável de encará-los como coisas.
❖ Texto 41: A proposta de Simmel falha em conceder à Sociologia um objeto, permanecendo numa ideologia metafísica.

6. Considerações

❖ Texto 22: Trata-se de texto clássico; sempre deve serrelido cautelosamente e marcado em seus pontos de definição. Notadamente quando coisa é igualada a objeto de conhecimento que resiste às nossas análises puramente mentais e que exige experimentações.
❖ Texto 41: Escrito que pode ser usado como exemplo do tipo de crítica que Durkheim pode fazer daqueles sociólogos que ele consideraria estarem restritos à análise ideológica, ou seja, à...
tracking img