Fichamento de antropologia

Disponível somente no TrabalhosFeitos
  • Páginas : 6 (1397 palavras )
  • Download(s) : 0
  • Publicado : 20 de novembro de 2012
Ler documento completo
Amostra do texto
Faculdades Atibaia- Faat
1º ano-Comunicação Social
Disciplina: Antropologia Cultura Profª Maíra
Nome: XXXXXXXXXXXXXXX RA-0000000

Fichamento do Texto:
Laplantine, F.
“Aprendendo Antropologia”
“Marcos para História do Pensamento Antropológico: A pré-história da antropologia.” (páginas 23 a 37)

O objetivo do texto é fazer uma reflexão sobre osurgimento do estudo antropológico, para isso Laplantine nos mostra o momento histórico em que a antropologia da seus primeiros passos, e apresenta duas linhas de pensamento muito discutidas até hoje.
Para Laplantine, o inicio dos estudos sobre o homem surge na época do Renascimento, período onde ocorre a descoberta do novo mundo, através das grandes navegações, momento em que novos povos sãodescobertos, e que surgem as relacionadas a eles, por exemplo: será que se deve atribuir o estatuto de humano aos nativos daquelas terras? Os então chamados selvagens possuem uma alma? Entre outras duvidas e receios.
Naquela época pensavasse que o estatuto de humano era dado por meio da religião, entretanto devido as grandes duvidas geradas não foi possível usar esse critério para solucionar a questão,assim surgiram duas linhas de pensamento: uma a favor dos índios (selvagens) e contra os exploradores, e outra contra os índios e a favor dos exploradores (homens brancos europeus).
Para esclarecer essas duas ideologias, Laplantine usa o debate entre o dominicano Las Casas e o jurista Sepulvera. Las Casas que se posiciona a favor dos índios fala que a organização das aldeias muitas vezes é melhorque a dos homens brancos, que se consideram seres superiores, e que os povos descobertos se igualam ou até superam muitas nações ocidentais. Já Sepulvera vai dizer que os homens brancos civilizados superam outros em prudência e razão e que por isso são senhores, ou seja, exploradores do trabalho alheio, entretanto homens preguiçosos e de espírito lento são naturalmente servos e isso seria algojusto, fala ainda que através da dominação do branco sobre o bárbaro, ele abandonará a barbárie e passaram a viver de forma mais culta e humana.
Segundo o autor, essa dupla ideologia é causada por estereótipos, que são difíceis de se livrar, por isso ele falará mais sobre elas.
Primeiro, Laplantine fala da ideologia que chama de “A figura do mau selvagem e do bom civilizado”. A partir daqui o autorfalara sobre a dominação do selvagem pelo explorador. Ocorre que para os homens, a extrema diversidade das sociedades humana, não era vista como um fato concreto.
Na Grécia Antiga, bárbaro era tudo que não fazia parte da sociedade grega, no Renascimentos se fala em naturais ou selvagens, alguns séculos depois surge o termo primitivo e atualmente falamos em subdesenvolvidos.
Para oscivilizados, os selvagens não deveriam participar da cultura deles, acreditando que apenas eles eram humanos. A partir daí, surgiram critérios para julgar se índio era humano ou não. Além do critério religioso , Laplantine cita outros: “a aparência física, os comportamentos alimentares, a inteligência, a linguagem”. Assim após essa avaliação utilizando os critérios citados, ao selvagem foi atribuído oestatuto de besta, ou seja, não recebeu atribuição de ser humano, foi visto como um ser inferior. Nesse momento, o discurso de Gomara justifica a dominação sobre o homem selvagem dizendo que o home civilizado trouxe “cultura” aos índios , ensinou-lhes o alfabeto, o uso do ferro e vários bons hábitos e isso vale mais que tudo o que foi tomado deles
Para reafirmar o pensamento de o selvagem é o inversodo civilizado, Laplantine usa relatos de dois autores, Cornelius de Pauw e Hegel.
Pauw fala que os índios são seres embrutecidos, que são degenerados e que eles vegetam mais do que vivem, além disso fala que eles são covardes, sem nobreza de espírito e são inúteis para si mesmos e para a sociedade
Para Hegel, esses povos selvagens “jamais ascenderão à história e a consciência de si”. Hegel...
tracking img