Feuerbach

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FILOSOFIA
Profa. Áurea Iª Direito

A LÓGICA FORMAL

Etimologicamente lógica vem do grego

Logos - que significa "palavra", "expressão", "pensamento , "conceito". "discurso", "razão".
Vejamos como a lógica se ocupa com a razão e o pensamento. A ela não interessa nenhuma das perguntas formuladas acima, mas apenas investigar a validade dos argumentos e dar as regras dopensamento correto. A lógica é. portanto, uma disciplina propedêutica, é o vestíbulo da filosofia, ou seja, a ante-sala, O instrumento que vai permitir o caminhar rigoroso do filósofo ou do cientista.

Na proposição

"O homem é livre",

há dois conceitos (homem e livre) em que um é afirmado de outro. Na proposição "O homem não é mineral", o conceito mineral é negado do conceito homem. Nalógica os conceitos são chamados de termos. Portanto, nos exemplos citados, os termos são homem, livre e mineral.

A argumentação é a representação lógica do raciocínio.
É um tipo de operação discursiva do pensamento, consistente em encadear logicamente juízos e deles tirar uma conclusão.
Essa operação é discursiva porque vai de uma idéia ou de um juízo a outro passando por um ou váriosintermediários e exige o uso de palavras. Portanto, é um conhecimento mediato, isto é, procede por mediação, por meio de alguma coisa. Por exemplo:

Toda baleia é mamífero.
Ora, nenhum mamífero é peixe. Logo, a baleia não é peixe.

No exemplo, há três proposições em que a última, a conclusão, deriva logicamente das duas anteriores, chamadas premissas (etimologicamente,
"que foram colocadasantes").

Tipos de argumentação

Tradicionalmente dividimos os argumentos em dois tipos, os dedutivos e os indutivos, sendo que a analogia constitui apenas uma forma de indução.

1- Dedução

A dedução é o argumento cuja conclusão é inferida necessariamente de duas premissas.
Assim, quando dizemos: "Todos os homens são mortais / Sócrates é homem / Logo Sócrates é mortal.", aconclusão é necessária porque deriva das premissas.
Vejamos esse raciocínio representado no esquema:
Mortais
Homens
Sócrates
É verdade que a dedução é um modelo de rigor. Mas também é estéril, na medida em que não nos ensina nada de novo, e apenas organiza o conhecimento já adquirido. Portanto, ela não inova o que não significaque a dedução não tenha valor algum.

Condillac, filósofo francês do século XVIII, compara a lógica aos parapeitos das pontes: "impedem-nos de cair, mas não nos fazem ir adiante".

2 - Indução

Indução é uma argumentação na qual, a partir de dados singulares suficientemente enumerados, inferimos uma verdade universal. Enquanto na dedução a conclusão deriva de verdades universais jáconhecidas, partindo, portanto do plano do inteligível, a indução, ao contrario, chega a uma conclusão a partir da experiência sensível, dos dados particulares. Exemplos:

Esta porção de água ferve a cem graus, e esta outra, e esta outra...; logo, a água ferve a cem graus.
O cobre é condutor de eletricidade, e o ouro, e o ferro, e o zinco, e a prata também...; logo, o metal (isto é, todo metal)é condutor de eletricidade.

A generalização indutiva é precária quando se faz apressadamente e sem critérios.
É preciso examinar se a amostragem é significativa e se existe um número suficiente de casos que permitam a passagem do particular para o geral

Ao fazer a prévia eleitoral, um instituto de pesquisa consulta amostras significativas dos diversos segmentos sociais, segundometodologia científica. Ao considerar que dentre os eleitores da amostra 25% votará no candidato X, e 10% no Y, conclui-se que a totalidade dos eleitores votará segundo a mesma proporção.

Outro tipo comum de raciocínio indutivo é o chamado argumento de autoridade. Na vida diária fazemos inúmeras induções baseadas nas afirmações de pessoas que respeitamos

3- Analogia
Analogia (ou...
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