Familia monoparental

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ISSN 1809-4589

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Junho de 2007 - páginas 88 a 94

RESENHA CRITÍCA DA OBRA POBREZA POLÍTICA E UMA VISÃO DO ENSINO PÚBLICO GAÚCHO

Cliceres Mack Dal Bianco1

INTRODUÇÃO

No livro de Pedro Demo, Pobreza Política: a pobreza mais intensa da pobreza brasileira apresenta tópicos como: Pobreza Política, Qualidade Política, Polêmicas em torno da pobreza e questionários sobre políticassociais, pobreza na mídia, responsabilidade fiscal entre outros. Tendo foco central a discussão que pobreza não se limita simplesmente em carência material, mas quem não sabe ou é coibido de saber que é pobre. Assim o Pedro Demo caracteriza que a pobreza não implica apenas estar privado de bens materiais, sobretudo estar privado de construir suas próprias oportunidades. Citando que irremediavelmentepobre é quem sequer consegue saber que é pobre. Faltando-lhe consciência crítica para, primeiro, “ler” sua realidade e depois, para enfrentá-la dentro de projeto político alternativo. Faltando-lhe esta consciência crítica, não conseguem fazer-se sujeito capaz de história própria, esperando, pois, a solução dos outros. O presente trabalho relatará e analisara com mais detalhes a respeito da obra eposteriormente uma comparação desta analise com a realidade atual das escolas pública.

1 Comentando a Obra

Demo inicia sua obra conceituando pobreza política como sendo “a repressão do acesso ás vantagens sociais”, descrevendo que pobreza não é apenas a falta de alimentos, dinheiro e materiais em geral, mas também é a humilhação, degradação, subserviência. Com isto Demo não quer inferiorizar aimportância do tema pobreza econômica, mas abordar o lado político da pobreza. “O sistema não teme um pobre com fome, teme um pobre que sabe pensar”. Com estas palavras Demo resume como é a visão dos políticos sobre o fator pobreza. Constando que gestação de sujeitos com

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Cliceres Mack Dal Bianco, Graduada em Informática na URI/FW(2005). cliceres@gmail.com

www.agora.ceedo.com.br CerroGrande - RS

ISSN 1809-4589

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Junho de 2007 - páginas 88 a 94

autonomia de buscar, analisar, construir cidadanias organizadas e conquistar seu próprio espaço vai contra a maioria dos ideais políticos. O princípio para autonomia segundo Demo é saber pensar, saber questionar, duvidar, interferir, não se contentando jamais com aquilo que está dado, mas entre os pobres esta prática é rara.Nas relações entre os pobres com as demais classes da sociedade predomina o Poder, ou seja, alguém manda e os pobres se contentam em simplesmente baixar a cabeça e obedecer respeitando literalmente a vontade do mandante como se fosse sua própria. E quanto mais espertos forem os mandantes mais dóceis são os seus subordinados. Analisando o poder político encontramos muitas ocorrências deste fator,pois os estes usam políticas para amenizar a situação da pobreza, mas nunca para extinguir pois, muitas vezes o seu sucesso depende da alienação e da dependências dos pobres. A agravante da desigualdade social é nem tanto pelo fato de existir pobres e ricos, mas a diferença entre estes não precisa ser tão gritante, onde a grande maioria não possui nada enquanto grandes riquezas se concentram nasmãos de poucos, cabendo citar o mau uso do poder onde a maioria trabalha para manter privilégios de poucos. Isso deve e pode ser contestado, segundo o autor a igualdade social é considerada uma utopia, mas que nem por isso se deva buscar uma sociedade de oportunidades iguais para todos. Precisamos das utopias para nunca parar de questionar e lutar para uma realidade social. Neste sentido, cultivarboas utopias é questão de realismo e não de alienação. Precisamos por isso da utopia da democracia e da igualdade para não cair na tentação fútil daquelas que temos. Embora aconteçam algumas situações que existam oportunidades iguais, mas ocorre concorrência desleal, pois as condições sociais são diferentes, duas pessoas que concorrem a uma vaga de emprego, por exemplo, sendo uma pobre e outra...
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