Falacias

Disponível somente no TrabalhosFeitos
  • Páginas : 7 (1635 palavras )
  • Download(s) : 0
  • Publicado : 19 de abril de 2013
Ler documento completo
Amostra do texto
1. Introdução
Todos nós sabemos por experiência própria que, quando raciocinamos, cometemos por vezes alguns erros: às vezes erramos de propósito com a intenção de enganar os outros; outras vezes erramos sem dar conta.
No primeiro caso, como temos intenção de enganar, diz-se que tal raciocínio é um sofisma. Este é um raciocínio erróneo que se apresenta com a aparência de verdadeiro. O nomederiva dos Sofistas (séc. Va.C.), filósofos gregos de quem Platão e Aristóteles fizeram publicidade negativa, dizendo que eram peritos neste tipo de argumentos.
A estes raciocínios errados com aparência de verdadeiros, costuma também chamar-se falácias ou argumentos falaciosos. O termo falácia deriva do verbo latino faliere que significa enganar. Uma falácia, literalmente, será um raciocínio queengana.

2. Conceito
Falácias
Designa-se por falácia um raciocínio errado com aparência de verdadeiro. O termo falácia deriva do verbo latino fallere que significa enganar. As falácias que são cometidas involuntariamente, designam-se por paralogismos; as que  são produzidas de forma a confundir alguém numa discussão designam-se por sofismas.
Paradoxos
Designam-se por paradoxos osraciocínios onde se parte de enunciados não contraditórios, e se chega a conclusões contraditórias. Um paradoxo tanto demonstra a veracidade como a falsidade de um juízo. A palavra paradoxo significa literalmente o que está para além do senso comum. Em certo sentido, um paradoxo é um absurdo.
Um paradoxo é uma declaração aparentemente verdadeira que leva a uma contradição lógica, ou a uma situação quecontradiz a intuição comum. Em termos simples, um paradoxo é "o oposto do que alguém pensa ser a verdade". A identificação de um paradoxo baseado em conceitos aparentemente simples e racionais tem, por vezes, auxiliado significativamente o progresso da ciência, filosofia e matemática.

3. Tipos de Falácias
Aristóteles indica-nos um número elevado de falácias ou sofismas. Aqui só apresentaremosalgumas:
Falácia do Equívoco ou da Ambiguidade - Nestas há um equívoco sempre que um termo muda de sentido ou de propriedade no decurso de um raciocínio.
Por exemplo:
* O que eu sou, tu não és.
* Ora eu sou homem.
* Logo, tu não és homem.
* Só o homem é que pensa.
* Ora, nenhuma mulher é homem.
* Logo, nenhuma mulher pensa.
Aqui o termo ser mudade acepção: passa de particular na 1ª proposição, a universal na segunda.
Falácia da Anfibologia - Nestes Sofismas emprega-se uma frase com dois sentidos.
Por exemplo: O avarento tem o coração dentro do seu cofre. Ora, quem tem o coração dentro de um cofre está morto. Logo, o avarento está morto. Aqui a frase o avarento tem o coração dentro do seu cofre, tomou-se em dois sentidos.
* Todoshomens os amam uma mulher
* Mataka ama Abiba
* Logo, todos os homens amam Abiba
Falácia por Acidente - Consiste em tomar como essencial o que não passa de um acidente.
Por exemplo: concluir-se de um erro de um médico que a medicina é inútil. O acidente transforma-se em essência da medicina

Falácia de composição (tomar o todo pela parte):
É o fato de concluir que uma propriedade daspartes deve ser aplicada ao todo.
Ex.: Todas as peças deste caminhão são leves; logo, o caminhão é leve.
Argumento ad hominem abusivo: é o ataque directo à pessoa, colocando seu carácter em dúvida e, portanto, a validade de sua argumentação.
Exemplo:
“As afirmações de Richard Nixon a respeito da política de relações externas em relação à China não são confiáveis pois ele foi forçado a abdicardurante o escândalo de Watergate.”
Também pode ser chamado de ad personam, ou simplesmente de ataque pessoal.
Argumento ad hominem circunstancial (ad hominem circustantiae): coloca em foco a imparcialidade do adversário, sugerindo que o último tem algo a ganhar com a defesa daquele ponto de vista, carece de fontes.
Exemplo:
* Fumar não causa nenhum tipo de mal.
* És dono de uma...
tracking img