Etnografia

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Universidade de Brasília

Departamento de Antropologia

Introdução à Antropologia

Professor Antonio R. Guerreiro Júnior

Graduandos:

Bárbara Menezes de Miranda

Marcelo Colus Sumi

Sólon Nicolás Carvalho

Trabalho final - Etnografia







UVE: INTERSUBJETIVIDADE OU QUADRO NEGRO?ÍNDICE

INTRODUÇÃO...............................................................................................3

DADOS ESTRUTURAIS...................................................................................4

METODOLOGIA.............................................................................................6

TRABALHO DECAMPO....................................................................................7

CONCLUSÃO...............................................................................................11

APÊNDICE...................................................................................................13

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS....................................................................19INTRODUÇÃO

No centro do Distrito Federal, um pouco a leste do Plano Piloto, uma nova região administrativa foi criada pelo Governo do Distrito Federal (GDF) em 2005. Lá, somente 5% das ruas foram asfaltadas recentemente, o barro é o que predomina na outras. Não só na rua, mas no calçamento, nos carros, nas pernas, no cheiro. Assim é Itapuã.

Itapuã,última região administrativa do Distrito Federal, é onde está a sede da Universidade Vai à Escola (UVE), OnG e projeto de extensão da Universidade de Brasília (UnB). Lá, quatro vezes por semana, estudantes da UnB dão aulas de reforço para crianças de 3 a 13 anos dos mais variados assuntos, além da promoção de gincanas e comemorações temáticas, como São João ou o Dia do Índio.

A propostainicial da presente etnografia enfocava a relação da comunidade de Itapuã com a UVE. Esperávamos desvendar que laços a OnG havia construído com as crianças e seus pais. Nosso objetivo era saber o impacto da organização nas vidas dessas pessoas que residem em uma cidade paupérrima, sem estrutura educacional nem para uma escola (a única que existe em Itapuã estava irregular e foi fechada pelo GDF).

Noentanto, no decorrer da etnografia, nos momentos em que compartilhamos com as crianças, percebemos respostas e noções muito vagas quanto à instituição UVE. Elas acabavam sempre enveredando a conversa para os professores ou para os outros alunos, mostrando que a UVE em si não era tida como uma escolinha ou reforço, mas sim, um lugar de relacionamento. Percebemos que as relações interpessoais eram,para elas, mais relevantes no seu contato com a OnG do que as aulas em si, e por esse motivo acabamos mudando o enfoque da etnografia, afinal, como esperávamos descobrir qual a ligação das crianças com a organização se para elas, a organização em si era o de menos? Resolvemos então, voltarmo-nos para as inter-subjetivas relações professor/aluno e aluno/aluno. E foi com esses novos olhos que todo opresente trabalho foi desenvolvido.









DADOS ESTRUTURAIS

É de extrema relevância saber em que contexto estão inseridos os atores da presente etnografia. Conhecer em que tipo de comunidade vivem as crianças, qual seu padrão não só econômico, que por si só afeta diretamente vários aspectos das vidas delas, mas também que tipo de parâmetro social é tido como normal em Itapuã. Osdados seguintes foram retirados do CODEPLAN, Companhia de Planejamento do Distrito Federal.

Vê-se que a população da Itapoã constitui-se praticamente de metade homens e metade mulheres, no entanto, como nota-se no indicador abaixo, a grande maioria dos chefes de domicílio são homens. Podemos inferir dessa observação que, como na maioria das localidades de baixa renda brasileiras, o machismo...
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