Estudo de caso

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  • Publicado : 21 de junho de 2011
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Estudo de Caso

Você, como empresário ou administrador de empresas, daria emprego a uma pessoa que utiliza a variante lingüística que não tem socialmente nenhum prestígio?
Daria sim. Pois Umalíngua nunca é falada de maneira igual pelos seus usuários, ela está sujeita a muitas mudanças. O modo de falar uma língua muda:
- de época para época: o português de nossos antepassados é diferente doque falamos hoje;
- de região para região: o carioca, o baiano, o paulista e o gaúcho falam de maneiras nitidamente distintas;
- de grupo social para grupo social: pessoas que moram em bairroschamados nobres falam diferente dos que moram na periferia. Costuma-se distinguir o português das pessoas mais prestigiadas socialmente (impropriamente chamada de fala culta ou norma culta) e o das pessoasde grupos sociais menos prestigiados (a fala popular ou norma popular);
- de situação para situação: cada uma das variantes pode ser falada com mais cuidado e vigilância (a fala formal) e de modo maisespontâneo e menos controlado (a fala informal). Um professor universitário ou um juiz falam de um modo na faculdade ou no tribunal e de outro numa reunião de amigos, em casa e em outras situaçõesinformais.
Além dessas, há outras variações, como, por exemplo, o modo de falar de grupos profissionais, a gíria própria de faixas etárias diferentes, a língua escrita e oral.Diante de tantas varianteslingüísticas, é inevitável perguntar qual delas é a correta. Resposta: não existe a mais correta em termos absolutos, mas sim, a mais adequada a cada contexto. Dessa maneira, fala bem aquele que semostra capaz de escolher a variante adequada a cada situação e consegue o máximo de eficiência dentro da variante escolhida.
Usar o português rígido, próprio da língua escrita formal, numa situaçãodescontraída da comunicação oral é falar de modo inadequado. Soa como pretensioso, pedante, artificial. Por outro lado, é inadequado em situação formal usar gírias, termos chulos, desrespeitosos,...
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