Estado moderno e a sociedade civil nos clássicos da teoria política

Disponível somente no TrabalhosFeitos
  • Páginas: 8 (1952 palavras)
  • Download(s): 0
  • Publicado: 14 de março de 2012
Ler documento completo
Amostra do texto
Fichamento



Título: O Estado Moderno e a sociedade civil nos clássicos da teoria política


Carlos Monataño, Maria Lúcia Duriguetto. Estado, classe e movimento social (Cap. 1). São Paulo:Cortez,2010.


Desde a Grécia antiga já se tinha a preocupação de entender o que é Estado e os governos, como governa e quem governa. Platão (Atenas, 429-347 a.C.), distingue trêscategorias de homens segundo estado da alma: os filósofos (a razão), os guerreiros (a paixão) e os trabalhadores (o apetite), ele acredita que os mais capazes para governar a polis seriam os filósofos que são os pensantes da sociedade. No livro A República ele fala sobre as formas “ boas” e as formas “ más” de governar.
Aristóteles (Atenas, 384-322 a.C.), discípulo de Platão cria a clássicateoria sobre as formas de governo ou “politeias”, as constituições são retas ou desviadas dependendo de quem governa garantir seu próprio interesse ou o bem comum. Na teria aristotélica há a clara idéia da existência de classes, quando diz que não importa a quantidade de governantes, mas a presença de pobres e ricos no governo. A existência de classe e interesses classes, gera tensões que só podemser evitadas pela intervenção do Estado.
Nicolau Maquiavel (Florença, 1469-1527), revolucionou a astronomia com o “sistema heliocêntrico”, questionando o sistema vigente de Ptolomeu, no qual a terra era o centro de um universo finito. Nicolau diferentemente dos gregos não estuda os políticos e sim a analise da política. Visou desvendar uma ética política (não moral) que não importa os meiosempregados, mas sim os resultados da ação política e o ator político. Destaca a distinção entre Estado e sociedade, o Estado é onde está o rei supremo, onde são criadas as leis para impor limites à sociedade; a sociedade é uma propriedade privada, não podendo ali o Estado intervir, é onde acontecem as relações sociais e econômicas.
Na idade média o estado estava nas mãos do Senhor, ele é opróprio Estado, bem como tudo que se encontra nele. Nas teorias contratualistas, afirmam a necessidade de o Estado respeitar e legitimar os direitos dos indivíduos, reduzindo o poder estatal a uma função derivada dos direitos individuais. Os contratualistas Hobbes, Locke e Rousseau em suas obras é encontrada a idéia de um “direito natural moderno”, a criação de um principio novo de legitimação do poderpolítico ou Estado moderno. Esse princípio de legitimação do poder é o consenso dos que o poder estatal é exercido, que seria expresso num pacto ou contrato social.
Contratualismo é um acordo que assinalaria o fim do Estado natural e o começo do Estado social e político, os submetidos abririam mão de sua liberdade e passaria a se submeter às autoridades e normas de convivência social.
Osmodelos contratualistas de Hobbes e Locke são constituídos em base a dois elementos, o Estado ou sociedade de natureza e o Estado ou sociedade civil, dois estados um natural sem leis e autoridades, vivem isolados seguindo suas paixões, instintos e interesses e outro estado ou sociedade civil ou político, depois do contrato social que se estabelecem normas leis e autoridades, que vivem unidos dentro darazão seguindo as normas e leis constituídas.
Para Thomas Hobbes (Inglaterra, 1588-1679), na sua obra Leviathan o “estado de natureza” e um estado configurado pela existência de um desejo perpétuo de poder pelo homem, o poder é definido aqui pela capacidade de adquirir riquezas, reputação e de comandar e dominar os outros. O homem em seu estado de natureza é capaz de fazer tudo para garantirseus interesses e adquirir seus bens. “Só pertence ao homem aquilo que ele é capaz de conseguir, e apenas enquanto for capaz de conservá-lo” (Hobbes, 1997, p.110), por esse motivo muitas mortes aconteciam nesse estado de natureza, pois um mesmo bem podia ser interesse de mais de um homem e eles chegam a matar o outro pra garantir o bem, pois não existia lei pra distinguir o que teu e o que é meu,...
tracking img