Espondilite anquilosante

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AtuAlizAção em reumAtologiA
updAte iN rheumAtology
respoNsáVel: Boris AfoNso cruz

Espondilite Anquilosante
Ankylosing Spondylitis
Anna Lídia Mol Ferreira(1), Corina Quental de Menezes Alvarenga(2), Guilherme de Freitas Barcelos(2), Elizandra Tomazela Laurenti Polito(3)
A espondilite anquilosante (EA), doença inflamatória crônica que atinge até 1% da população, pode associar-se aimportante limitação funcional e comprometimento da qualidade de vida dos pacientes. Os avanços no conhecimento de sua fisiopatologia e o conseqüente surgimento de novas opções de tratamento – notadamente os agentes biológicos anti-TNF – vêm mudando este cenário. O desenvolvimento de novos conceitos e a disseminação destas informações permitem o diagnóstico mais precoce e a abordagem terapêuticadirecionada é capaz de modificar o curso natural da doença. Nesta seção, os autores descrevem estudos recentes que discutem novas diretrizes para o diagnóstico e o tratamento dos pacientes com espondiloartropatias.

Rudwaleit M, Khan MA, Spiecer J: The challenge of diagnosis and classification in early ankylosing spondylitis. Do we need new criteria? (O desafio do diagnóstico e classificação emespondilite anquilosante inicial. Nós precisamos de novos critérios?). Arthritis Rheum 52:1000-85, 2007. Campus Benjamin Franklin, Berlim, Alemanha. Uma crítica recorrente aos critérios de classificação da espondilite anquilosante (EA) empregados até o momento (critério de Roma, critério de New York e critério modificado de New York) é que tanto alterações de mobilidade espinhal quanto sacroiliíteradiográfica são reflexo do tempo de duração da doença e, portanto, ocorrem em fases mais avançadas. A verificação de sacroiliíte em radiografias convencionais deve ser considerada, sim, marcador de cronicidade e gravidade, e não critério diagnóstico. Notadamente, pelos avanços no conhecimento da fisiopatologia e as novas alternativas de tratamento, que têm impacto importante na evolução da doença, édesejável um diagnóstico o mais precoce possível. Neste artigo, os autores sugerem que pacientes com espondiloartropatia e predomínio de doença axial sejam considerados como tendo espondiloartropatia axial (SpA), independente da presença de sacroiliíte radiográfica, reservando o termo espondilite anquilosante para pacientes com anquilose. Este grupo propõe, então, algoritmo diagnóstico fundamentado emparâmetros clínicos, laboratoriais e de imagem, ponderados por meio de razão de verossimilhança (likelihood ratio – LR, Figura 1). Observou-se que em pacientes com lombalgia crônica três ou quatro parâmetros necessitam estar presentes para a probabilidade diagnóstica em torno de 90% (LR~200), caindo para 80% no caso de três parâmetros (LR~80) e para 50% quando presentes apenas dois (LR~20). Aressonância nuclear magnética (RNM) foi introduzida como ferramenta de detecção precoce de inflamação osteoarticular (fase “préradiográfica”). Este modelo ainda não foi validado e não está difundido na prática clínica. No entanto, trata-se de discussão pertinente e deve ser levada em consideração para otimizar a abordagem dos pacientes com espondiloartropatia.

Figura 1 – Esta figura descreve osparâmetros clínicos, radiológicos e laboratoriais a serem avaliados em pacientes com dor lombar crônica e seu respectivo “peso” (LR). O produto da multiplicação dos LR dos diferentes parâmetros se associa à probabilidade de tratar-se de SpA (se o produto é cerca de 20, a probabilidade de tratar-se de SpA é cerca de 50%. Se o produto é cerca de 80, a probabilidade de SpA é cerca de 80%. Se o LR é > 200, aprobabilidade de SpA alcança 90%).

1 Médica residente de Reumatologia do Hospital Santa Casa de Belo Horizonte. 2 Médicos especializandos de Reumatologia do Hospital Santa Casa de Belo Horizonte. 3 Coordenadora do Ambulatório de Espondiloartropatias do Hospital Santa Casa de Belo Horizonte. Endereço para correspondência: Elizandra T. L. Polito, Rua Domingos Vieira, 587, sala 404 –...
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