Escola justa

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UNIVERSIDADE ESTADUAL DE PONTA GROSSA

DEPARTAMENTO DE MÉTODOS E TÉCNICAS DE ENSINO

DISCIPLINA: SEMINÁRIOS AVANÇADOS EM GESTÃO EDUCACIONAL II

4º ANO DE PEDAGOGIA – TURMA NB

PROFESSORA: SIMONE FLACH

ACADÊMICA: MAIARA SERENATO

ATIVIDADE RELATIVA AO TEXTO REFERENCIADO – VALOR 10,0

|Texto: DUBET, Francois. O que é uma escola justa? In: Cadernos de Pesquisa, v. 34, n. 123, p.539-555, set./dez. 2004. |

1. Reflita sobre as implicações relativas à igualdade de oportunidades vinculada à igualdade de acesso à escola, evidenciada no modelo meritocrático. Posicione-se a respeito.

Dubet ressalta que as sociedades democráticas escolheram o mérito como um princípio de justiça, isto é, a escola é justa na medida em que permite que cada aluno obtenha sucesso apartir de seu trabalho e de suas qualidades. Há um problema central neste raciocínio: está se supondo uma igualdade de oportunidades.
Uma vez que os alunos são responsáveis pelos seus próprios desempenhos, é a competição que vai levar cada um a ocupar seu devido lugar: aqueles que sobressaírem terão merecido. No entanto, para que uma competição seja justa, é preciso que os atores estejam em pé deigualdade. E ainda que haja a tal igualdade de oportunidades, é natural do sistema meritocrático produzir mais “vencidos” que “vencedores”.
Considera-se que o modelo meritocrático apresenta alguns problemas, por não considerar que os alunos possuem bases e formações diferentes, vinculados ao seu contexto sócio-cultural. Se a escola apenas incentivá-los a ser mais, enquanto não contribui paraaqueles que ingressam com mais dificuldade, apenas se manterão essas desigualdades.
Outro aspecto é relacionado desempenho escolar, ele é totalmente responsabilizado pelo seu fracasso. Por conseqüência, este problema deve afetar sua auto-estima, desmotivá-lo

2. Explique e exemplifique o princípio da discriminação positiva.

Para Dubet, a discriminação positiva deveria restringir-seao aluno e ao seu trabalho, auxiliando o professor a tornar seu próprio trabalho mais eficaz. Está em causa o processo de justiça distributiva, garantindo um mínimo de recursos e proteção aos mais fracos e desfavorecidos, especialmente aqueles sob riscos da exclusão total. Para o autor a escola produziria uma desigualdade que seria fonte de outras desigualdades sociais, definindo as trajetóriasdos indivíduos.

Para obter mais justiça, segundo o autor, seria preciso, que a escola levasse em conta as desigualdades reais e procurasse, em certa medida, compensá-las.

3. O autor apresentas 3 entraves para a justiça distributiva no âmbito escolar. Quais são eles?

• A justiça distributiva sempre se choca com forte resistência por parte daqueles aos quais o modelo meritocrático puroassegura a reprodução de vantagens, como mostra a enorme dificuldade de tocar no recrutamento das elites.

• A experiência ensina que esses dispositivos têm uma influência limitada e não conseguem alterar sensivelmente o jogo da produção das desigualdades escolares.

• A terceira é que os grupos sociais mais mal posicionados em relação à escola, e que deveriam defender esta orientação, nãosão os mais aptos a tomar a palavra e defendê-la.

4. Procure refletir e explicar o seguinte posicionamento do autor:

“o sistema justo, ou menos injusto, não é o que reduz as desigualdades entre os melhores e os mais fracos, mas o que garante aquisições e competências vistas como elementares para os alunos menos bons e menos favorecidos.” (DUBET, p.

Uma escolapode ser analisada em face da sua capacidade de dar ou não condições de inserção na sociedade. Possibilitando que seus alunos sejam capazes de se envolver com a sociedade da qual fazem parte. Considera-se que não é justo educar apenas para uma sociedade supostamente melhor, pois uma educação que negue o ensinamento e a explicação dos valores sociais vigentes não é justa porque nega à criança o...
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