Era de Braudel

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BURKE, Peter. A Revolução francesa da historiografia: A escola dos Annales (1929- 1989). 2.ed. São Paulo:UNESP, 1992

A Era de Braudel
Sobre a primeira parte “O Mediterrâneo”, o autor nos fala sobre, Braudel que iniciou sua tese como uma forma de ensaio de historia diplomática, de caráter convencional, no qual se trata de uma analise política do soberano Felipe II. Seu primeiro artigo foisobre a presença dos espanhóis no norte da África no século XVI que era uma critica aos predecessores no tema ao enfatizarem grandes homens e as batalhas, e a demonstração de relações invertidas entre Europa e África.
Sua obra o mediterrâneo é dividida em três partes cada uma abordando o passado de uma maneira diferente, a primeira delas é uma historia quase sem tempo em relação entre o homem e oambiente, a segunda, a história mutante da estrutura econômica, social e política e a terceira que é a história dos acontecimentos, que corresponde a idéia original de Braudel sobre a política de Felipe II,mostrando um estudo de historia política e militar. Uma de suas características era a forma de como enfatizava insignificância dos fatos e a sua critica a historiadores que impõem limitações aliberdade de ação dos indivíduos analisados, como também localiza personagens e os fatos em seu meio tornando-os claros, porém de uma maneira que mostre sua total desimportância, afirmando que a historia e rica em interesse humano, mas também mais superficial. O autor nos mostra a forma que Braudel se utilizava de comparações citando exemplos como as estruturas dos dois maiores impérios domediterrâneo nos séculos XVI e XVII, que ambos tinham em comum era a polarização social econômica, afirmando que a nobreza enriquecia e migravam para as cidades, os pobres se tornavam mais pobres partiam para o banditismo e a pirataria, e a classes medias desapareciam ou migravam para a nobreza chamo esse processo de traição ou falência da burguesia.
Outra característica interessante sobre Braudel eraa importância dada à geografia, afirmando que todas as características geográficas são partes da história, que a história dos acontecimentos e das tendências gerais não pode ser compreendidas sem elas, sendo essa a uma de sua principais contribuições para seu leitores, da importância do espaço geográfico a história, sendo ela assim como as demais ciências sociais em estado continuo detransformação.
O autor fala da influencia de Febvre sobre Braudel, Braudel que seria seu sucessor dos Annales expandiria a sua influencia sobre vários estudantes estrangeiros para difundir um novo modo de fazer historia e sobre a sua obra nos períodos de 1967 e 1979 de nome Civilization materielle et capitalisme no qual Braudel mostra divagações no intuito definir a Europa contrastando-a com resto do mundoanalisando de forma comparativa as vantagens e desvantagens das crises de abastecimento da Europa , preocupando-se principalmente com as categorias econômicas de consumo, distribuição e produção , assim sua síntese nos mostra a importância entre o que seria uma história do dia-a- dia que facilmente se transformaria num antiquarismo e as tendências sócio econômicas da época.
Sobre “o nascimentoda história quantitativa”, o autor nos mostra da importância da história quantitativa dentro do movimento dos Annales nos tempos de Braudel, foi sentida primeiramente no campo econômico, principalmente na história dos preços, sendo passada da história econômica para a social, também nos fala a respeito de Lambrousse, historiador que se tornaria bastante influente na historiografia, ocupando umlugar de destaque nos Annales, tendo como seu principal interesse de estudo a Revolução Francesa e com ele segundo o autor o marxismo teria começado a penetrar no grupo dos Annales, além de empreender um rigoroso estudo quantitativo da economia francesa do século XVIII.
O autor fala que Lambrousse se utilizava de métodos, teorias de economistas, assim se utilizava do estudo sobre crises...
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