Entre o bem e o mal

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  • Publicado : 15 de abril de 2012
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Capítulo 2 – Entre o Bem e o Mal




1- O que significa dizer “a não indiferença é a essência do valer”?

Nada pior do que a indiferença, logo o contrário dela, ou seja a não-indiferença, ou o amor, o carinho, a atenção, a solidariedade, o companheirismo, a cumplicidade, a demonstração da preocupação do indivíduo com o seu semelhante, é o q o faz humano na sua essência. Podemosdizer que os valores não são, mas valem. Quando dizemos de algo que vale, não dizemos nado do seu ser, mas dizemos que não é indiferente. A não-indiferença constitui esta variedade ontológica que contrapõe o valor ao ser. A não indiferença é a essência do valor.O valer é não ser diferente. A não-indiferença constitui o valer, e ao mesmo tempo podemos precisar algo melhor esta categoria: a coisa quevale não é por isso nem mais nem menos do que a coisa que não vale. A coisa que vale é algo que tem valor; o ter valor é o que constitui o valer; valer significa ter valor, e ter valor não é ter uma realidade entitativa a mais ou a menos, mas simplesmente não ser indiferente, ter esse valor. Os valores não são, mas "valem". Uma coisa é valor e outra coisa é Ser. Quando dizemos de que algo vale,não dizemos nada do seu ser, mas dizemos que não é indiferente. A não indiferença é a essência do valer.
-Primeiro os valores são herdados, depois debatidos e, por fim, modificados.



2- Explique: O homem diferentemente do animal, é capaz de produzir interdições.?

Tendo a humanidade sistemas de socialidade muito mais complexos que os animais ditos irracionais (o que chamamos de "cultura"),produzimos ao longo da História formas de dominação dos modos de ser alheios. Inventamos, assim, interdições baseadas em supostas "verdades" jurídicas, morais, religiosas, governamentais, psicológicas, que proíbem, condenam, tiram a visibilidade ou desqualificam práticas de existência consideradas "perigosas" ao bem-comum social que variam de sociedade para sociedade e de tempos em tempos. Porexemplo, a loucura e o "sujeito louco" são um objeto relativamente recente de interdição e apropriação pelos saberes jurídicos e médico-psiquiátricos: nem sempre a loucura foi tratada como "problema mental" ou risco à "ordem pública".


3-Explique por que não há moral do desejo, uma vez que só é moral o ato voluntário?

Segundo a Filosofia, só há moral quando os atos humanos são voluntários, istoé, quando os atos humanos são determinados pela razão. Ora, o desejo não é racional, mas atua, na maioria dos casos, contra a razão, em favor dos impulsos instintivos do ser humano (instinto sexual, instinto à reação violenta, etc.). Assim, para os filósofos não pode haver uma moral do desejo, e sim uma moral da razão, pois é a razão que conduz a moral, o desejo apenas a corromperia. O desejo éuma dimensão humana que busca a realização do ser humano como um todo, não somente a via dos instintos. O desejo para ser "desejo humano" tem suas especificidades. O desejo proporciona a "relação" com o outro (não reduzir a "relação" ao mero ato sexual). É nesta ralação com o outro que o homem se realiza e permite o outro realizar-se como ser humano, na sua dignidade e unicidade. Somos construídosna relação com os demais. E por aí vai.....
O desejo - carnal, por exemplo - ja traz consigo uma questão moral, sobre culpa e tal. mas na verdade não ha uma moral absoluta nas coisas, nós é que atribuímos valores morais a essas coisas. por isso não existe uma "moral do desejo" ela é falsa, artificial. ela é "imposta". Só existe moral no ato voluntario, pois ele nasce de modo espontâneo. ou seja,parte do próprio individuo por que é moral para ele. por exemplo,os traficantes tem sua própria visão daquilo que eles fazem, o que eles fazem é "bom" para eles, mas não para a sociedade. A questão do que é "bom" ou do que "mal" é sua questão do ponto de vista da moral de cada um. O desejo não resulta de escolha, porque surge em nós com toda a sua força e exigência de realizá-lo. Já a vontade...
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