Ensaio sobre o entendimento humano

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Joedson silva dos santos filosofia

Pequena análise do cap I , II e III do livro I de JOHN LOCKE

ENSAIO SOBRE O ENTENDIMENTO HUMANO


Locke em seu livro Ensaio sobre o entendimento humano faz uma crítica forte contra o inatismo; para ele não há princípios inatos na mente que a maneira que adquirimos conhecimento é umaprova de que não é inato.
O iniciador do inatismo moderno foi Descartes,segundo ele, o entendimento comporta princípios inatos e que esses princípios é um consentimento universal dos homens. Mas para Locke isso seria um argumento falso, porque o homem pode adquirir todo conhecimento sem a ajuda de impressões inatas, e, podem atingir certeza sem nenhum princípios originais; e que esse argumentode consentimento universal não prova o inatismo.
As ideias inatas não são impressas na mente, porque não são conhecidas por crianças nem por loucos, se eles não percebem então essas impressões não existe. Para Locke a capacidade é inata, mas o conhecimento é adquirido.
Para os inatas, há verdades impressas no entendimento que são percebidas, eles usam a razão para querer prová-la,porque o exercício da razão auxilia na descoberta desses princípios tornando-os conhecidos. Mas Locke refuta esse argumento dizendo que se a razão descobre, não é uma prova de que são inatas, sendo que é falso que a razão descobre, porque a razão é a faculdade de deduzir verdades desconhecidas de princípios, se a razão revela ao homem o que antes conhecia então não pode ser pensado inato.Locke argumenta que as demonstrações matemáticas e outras verdades não são inatas, porque uma tem necessidade da razão do uso de provas, para demonstrá-la e receber nosso consentimento; a outra é entendida sem o menor raciocínio, compreendida e resolvida.
A máxima, “os homens sabem e concordam com as máximas, quando chega ao uso da razão”, Locke refutar dizendo que a posse da razão nãocorresponde o conhecer das máximas, porque para os inatas quando as crianças tem posse do uso da razão igualmente conhecem e concordam com as máximas. Para Locke esse argumento é falso e fútil, falso porque as máximas não se encontram na mente e o uso da razão é falsamente assinalado com o instante da sua descoberta, os analfabetos e os selvagens não pensam nesta preposição. Sendo assim, a posse da razãona descoberta não prova ser inatas, é fútil esta maneira de arguir com preposição falsa.
Locke estabelece passos pelos quais a mente alcança várias verdades, o primeiro é pelos sentidos preenchendo o lugar vazio com ideias particulares, no segundo passo, a mente se familiariza ou aliar-se com as ideias particulares depositando na memória e designando-os por nomes; a mente continua o processoe no terceiro passo vai abstraindo, apreendendo gradualmente o uso dos nomes gerais, no quarto passo, a mente vai enriquecendo com ideias e linguagem (matérias com qual exercitar sua faculdade discursiva), e por fim o uso da razão torna diariamente mais visível, ampliando em virtude o emprego dessas matérias. Portanto o conhecimento de algumas verdades aparece bem cedo na mente, de modo que nãomostra ser inatas, mas sim adquiridas.
Locke apresenta argumentos dizendo que também não há princípios práticos inatos, porque esses princípios práticos não alcançam uma recepção universal, cita como exemplo a fé e justiça, elas não são compreendidas por todo homem como princípios.
Para ele se as regras morais necessitam de prova, então elas não são inatas; a virtude não é geralmenteaprovada porque é inata, mas porque é proveitosa, e as ações dos homens nos convencem que a regra da virtude não consiste em seu princípio interior, porque têm princípios práticos opostos, existem nações que rejeitam várias regras morais, sendo que, a violação de uma regra não é um argumento para que ela seja desconhecida; dizer que os princípios práticos são impressos na mente dos homens, é uma brecha...
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