Ensaio sobre o entendimento humano

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Ensaio Sobre o Entendimento Humano
David Hume

HUME, David. Investigação acerca do entendimento humano. Tradução de Anoar Aiex. 5. ed. São Paulo: Nova Cultural, 1992.

INTRODUÇÃO
No trabalho sobre o Entendimento Humano, David Hume demonstra como não há maneira de fazer racionalmente todas as reivindicações sobre as ocorrências futuras. Segundo Hume o conhecimento de questões de fato vir apartir da experiência anterior. Da construção deste raciocínio, Hume passa a provar como funciona, como os seres humanos, só podemos fazer inferências sobre o que vai acontecer no futuro, com base em nossas experiências do passado. Mas ele ressalta que estamos incorretos a acreditar que somos justificados em usar a nossa experiência de verdade para fazer essa justificativa. Hume mostra que "aocontrário de toda a matéria de fato ainda é possível, porque nunca pode implicar uma contradição e é concebido pela mente com a mesma facilidade e distinção como se sempre tão obediente à realidade"

Seção I
Hume começa seu trabalho fazendo a distinção entre dois tipos de filosofia: a primeira ele chama de "filosofia fácil e óbvio" que serve como um guia para o homem de ação.  Essa filosofia tentacultivar nossas maneiras inspirando-se em exemplos da vida comum e fazendo-nos sentir a diferença entre vício e virtude. Esta filosofia estimula os sentimentos e nos leva a concordar com um modo de vida que sabemos ser bom. Esta filosofia é contrastada com a "filosofia exata e abstrata" do homem da razão. Ao invés de dirigir nosso comportamento, essa filosofia procura formar a nossa compreensão epara descobrir os princípios que regem o nosso comportamento. 
O senso comum sugere que essa filosofia precisa e abstrata não pode ser desconsiderada por completo, mas que uma boa vida consiste em uma combinação adequada de diferentes elementos.
A melhor oposição Hume admite contra a filosofia exata e abstrata é que ela não é ciência, mas sim uma tentativa confusa de explicar por meio depreconceito cego que não sabemos. Contudo, Hume observa que, esta não é uma razão para abandonar a filosofia, mas um motivo para estudá-la com mais cuidado. 

Seção II
Hume estabelece uma distinção entre as impressões e pensamentos ou idéias. As impressões são percepções vivas e nítidas, enquanto as idéias ou pensamento são provenientes de refletir sobre as impressões e como consequência são menosvivas. Impressões de compreender, segundo Hume, "todas as nossas percepções mais vivas, quando ouvimos, ou ver, ou sentir, ou o amor ou ódio, ou desejo, ou vontade." Tudo o que tocar, ver, cheirar, ouvir, ou provar com os nossos sentidos nos dão impressões. Já as idéias surgem quando refletimos sobre as nossas impressões, assim que a memória de ver a cor vermelha ou um pensamento sobre a raivasão considerados idéias.

Seção III
Na seção III, Hume discute as conexões que existem entre as idéias, afirmando que todas as idéias estão ligadas a outras idéias. Hume estabelece três princípios pelo qual as idéias podem estar associadas: A semelhança (onde a imagem de uma árvore pode nos fazer pensar na árvore), contigüidade no tempo ou no local (se menção de um apartamento pode levar-nos paradiscutir outros), e causar e efeito (onde o pensamento de uma ferida nos faz pensar na dor que se segue a partir dele). 

Seção IV
Na Parte 1, Hume discute a distinção entre relações de idéias e questões de facto. As relações de idéias são indestrutíveis laços criados entre as idéias e todas as afirmações verdadeiras logicamente, como "o céu é azul". Relações de idéias são conhecidas e podemser provadas certas, e uma negação de tal afirmação demonstra contradição. Questões de fato estão preocupados com a experiência e estarmos certos de elementos de facto através de causa e efeito. Por exemplo, você sabe que as nuvens cinzentas que "causa" a chuva, porque você experimentou o "efeito" anteriormente. 
Na Parte 2, Hume explica um dos princípios fundamentais da sua filosofia cética, o...
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