Eficiencia energetica internacional em industria

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Experiências Internacionais em Eficiência Energética na Indústria
Introdução
O número de países que desenvolvem programas orientados para a eficiência energética na indústria cresce dia a dia. O presente trabalho é uma síntese do documento intitulado “Experiências Internacionais em Eficiência Energética para a Indústria”. Este é fruto de uma parceria da Confederação Nacional de Indústria (CNI)com a ELETROBRAS formada por intermédio do PROCEL – Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica e seu subprograma PROCEL INDÚSTRIA – Eficiência Energética Industrial, e atuante desde 2003. Neste estudo foram identificados os programas que alcançaram os melhores resultados em termos de eficiência energética industrial e poderiam, eventualmente, ser utilizados como benchmarking no Brasil. Olevantamento realizado incluiu pesquisas na Internet e em bibliotecas, além de documentos e contatos proporcionados pela Unidade de Competitividade Industrial (COMPI) da CNI. Quatorze países foram considerados: Estados Unidos, Canadá, França, Inglaterra, Alemanha, Suécia, Dinamarca, Finlândia, Austrália, Nova Zelândia, China, Rússia, Japão e México. Também foi incluída uma breve descrição deprogramas de eficiência energética da União Europeia aplicáveis ao setor industrial. A análise dos programas de eficiência energética industrial apresentados neste trabalho permite destacar os seguintes aspectos:
EXPERIÊNCIAS INTERNACIONAIS EM EFICIÊNCIA ENERGÉTICA NA INDÚSTRIA

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(I)

As preocupações ambientais, sobretudo com relação às emissões de gases causadores do efeito estufa,inserem-se entre as principais motivações da maioria dos programas de eficiência energética adotados ultimamente nos países desenvolvidos, com especial destaque para os que figuram no Anexo I do Protocolo de Quioto. A quase totalidade dos programas de eficiência energética na indústria analisados neste relatório foi concebida por órgãos governamentais e envolveu frequentemente parcerias com associações declasse (Estados Unidos, Suécia, Canadá, Finlândia, Dinamarca e Austrália).

(II)

(III) A existência, nos respectivos ministérios nacionais, de departamentos responsáveis pelo planejamento e gerenciamento dos programas de eficiência energética na indústria (Estados Unidos, Canadá, Finlândia, Dinamarca, México e Austrália) ou de agências criadas com essa finalidade (Nova Zelândia, Japão,Alemanha, Québec/ Canadá e China). A Inglaterra constitui uma exceção a essas duas tendências predominantes, posto que nela se criou uma empresa privada voltada para a redução das emissões de gases que causam o efeito estufa no país. (IV) A maioria dos países possui programas nacionais de eficiência energética amparados por leis. Eles fixam, em geral, metas quantitativas para ganhos futuros deeficiência energética que podem ser expressos de diferentes maneiras. A prática mais frequente é expressá-los sob a forma de ganhos percentuais de eficiência energética (Estados Unidos, Nova Zelândia e Japão). (V) Os acordos voluntários entre governo e indústria têm sido uma prática frequente na implementação de programas de eficiência energética nesse setor, sobretudo nos segmentos energo-intensivos(Estados Unidos, Suécia, Canadá, Finlândia, Dinamarca e Austrália). (VI) O fato de vários países haverem adotado legislações e normas de caráter obrigatório envolvendo programas de eficiência energética na indústria. Tais “obrigações” podem compreender o seguinte: a exigência de que as empresas com altos índices de consumo de energia os declarem periodicamente ao governo ou em seus relatórios anuais(Austrália); a presença obrigatória, em empresas acima de determinado porte, de gerentes de energia; a implementação compulsória de planos de economia de energia (Rússia e Japão); a manutenção periódica e compulsória de certos tipos de equipamentos, em conformidade com procedimentos pré-determinados (França); e a imposição a supridores de energia, ou a concessionárias de serviços públicos de...
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