Efeitos do uso de dietas com severas restrições energéticas e períodos prolongados de jejum para a perda de peso

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  • Publicado : 20 de agosto de 2012
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Efeitos do uso de dietas com severas restrições energéticas e períodos prolongados de jejum para a perda de peso



fisiologicamente pelo exercício físico e, medicamentosamente por drogas aceleradoras do metabolismo (Morelli 2006).

Um dos principais tratamentos para a obesidade é a modificação dietética. Os programas de perda de peso, quando orientados por profissionais, devem combinar umadieta nutricionalmente balanceada, com exercício e modificação comportamental, na busca de um menor consumo e maior gasto de energia. Esta deficiência diária deve permitir a perda de 0,5 a 1 libra/semana, o que equivale a 0, 226 á 0, 453 Kg/semana, sempre considerando a individualidade das necessidades energéticas de cada pessoa (Mahan et al., 1998).

Como relata Lottemberg (2006), é possívelque o maior problema para o obeso seja a aceitação da necessidade de mudar a sua atitude frente aos alimentos, não somente com o intuito de perda de peso, mas sim, e principalmente, com o objetivo de manter-se saudável e, conseqüentemente, atingir o peso desejado.

Segundo Mahan (1998), apesar da mesma ingestão de calorias, as taxas de redução de peso variam entre as pessoas. Os homens reduzem opeso mais rapidamente do que as mulheres de tamanho similar devido a sua LBM (massa corpórea magra) e RMR (taxa metabólica de repouso). Considerando que a taxa metabólica se correlaciona positivamente com a massa corporal, entende-se que quanto mais “pesado” o indivíduo for, mais rápido ocorreria a perda de peso desse indivíduo se ele tiver uma ingestão alimentar adequada.

Como outro fator, éimportante considerar a cerca da perda de peso é a variação do peso corporal das pessoas obesas durante a vida. Muitas pessoas obesas perdem e ganham peso várias vezes durante a vida e em cada volta desse ciclo, o tempo gasto para a perda da mesma quantidade de peso tem um aumento inversamente proporcional ao tempo gasto para a recuperação desse peso (Mahan et al., 1998). Assim, a incapacidade dese estabelecer um peso corpóreo duradouro torna a perda de peso cada vez mais difícil e a magreza cada vez mais utópica o que leva a adoção de medidas restritivas cada vez mais drásticas para alcançar o peso desejável.

Segundo Coppini (2001), o sucesso da terapia nutricional, depende do comprometimento do indivíduo que deve passar por mudança comportamental, mudanças nos hábitos alimentaresinadequados e aumento da atividade física. A dieta deve ser individualizada, e adequada a cada paciente, para que possa alcançar os objetivos almejados, que são: a redução do peso corporal, a reeducação dos hábitos alimentares, a redução do consumo de alimentos gordurosos para que haja a diminuição da formação de gorduras e a manutenção do peso ideal atingido.

Sendo assim, os objetivos desse tipode tratamento incluem não só atingir um peso desejável, mas também uma educação alimentar para a manutenção do mesmo. Um programa de tratamento que simplesmente mantenha o peso presente sem um ganho adicional é o máximo que pode ser esperado para muitas pessoas e é preferível ao ciclo de ganho de peso continuado. Dependendo do tipo e severidade da obesidade existente e da idade e estilo de vida doindivíduo envolvido, a redução de peso de sucesso varia de um problema relativamente simples para ser virtualmente impossível (Mahan et al., 1998).

A idéia de magreza como condição da beleza ganhou força histórica no início do século XX e se prolonga até os dias atuais, gerando sofrimento - não apenas no âmbito físico, mas social, afetivo e moral - para as pessoas obesas. Ao final do século XXe início do século XXI, a tríade ser bela/jovem/saudável e difundida exaustivamente pela mídia. Na sociedade atual, a beleza passa a ser "democratizada", na medida em que se pode comprá-la no mercado. As mulheres tornam-se bonecas Babies e os homens bonecos Ken. E os gordos e gordas? O que acontece com essas pessoas? A estigmatização é o efeito dessa época lipofóbica (Mattos et al., 2009).

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