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Universidade Paulista – UNIP
Curso de Educação Física – ICS
Campus Alphaville

Planejamentos e Políticas Publicas da educação.






















Se desenvolvido a partir da tese apresentada - de que a escola não está preparada para lidar com a massificação e com a existência de alunosdivergentes e diferentes, quer no campo da gestão, quer no campo da relação pessoal, quer no campo da aprendizagem e do ensino -, com a respectiva alternativa - a mediação do conflito como prevenção da violência -, o assunto pode sugerir alternativas para a condução do problema na busca de solução possível e factível, afastando propostas miraculosas e de difícil entendimento, mas, para isso, é importanteque fique claro qual o foco que se pretende dar ao conjunto de ações ou política pública.
O primeiro esclarecimento necessário é que a violência escolar é sistêmica e complexa. Por tal razão, não é razoável esperar que seja superada por ações pontuais e espasmódicas, movidas pela comoção de um fato mais contundente que fere a sensibilidade social. Ele pede o desenvolvimento de uma capacidade deantecipação por meio de diagnóstico realista, análise prospectiva, planejamento com capacidade de aplicação, convergência de ações entre os diversos atores para o fim determinado, avaliação de processo e de resultado e, quiçá, responsabilização pelo feito e pelo não-feito no assunto. Esse movimento se justifica como política educacional a partir do pressuposto base do Relatório Delors (DELORS,1996): aprender a conviver, tão bem desdobrado por Braslavsky (2002) e Campbell (2002). Por contemplar a tolerância, o pluralismo, o respeito às diferenças e a paz, o referido pilar educacional centra-se na tomada de consciência e na qualidade do relacionamento por meio da gestão de conflitos e "a conseqüência de sua omissão poderia ser o aniquilamento de todos os outros esforços despendidos em favorda educação, saúde e desenvolvimento" (UNESCO, 2003, p. 33).
O segundo esclarecimento é quanto à culpa dos problemas atuais. Enquanto ficarmos preocupados em encontrar culpados, pouco progrediremos na busca de soluções. O culpado, inexoravelmente, é o outro. O governo responsável pelo atual estado de coisa é sempre o anterior, se adversário.
A Fundação SM e Organização dos EstadosIbero-americanos - OEI (2008) apresentaram recentemente o estudo sobre a qualidade da educação sob o olhar dos professores, que ouviu mais de 8.700 professores de educação básica de todo o Brasil sobre questões relevantes tanto para o dia-a-dia do professor em sala de aula quanto para o desenvolvimento de políticas públicas na área de Educação. O capítulo convivência escolar é resumido com os seguintes itens:• a maioria dos professores acredita que nos três últimos anos aumentaram os conflitos nas escolas;
• a convivência nas famílias também se deteriorou nos últimos anos, segundo pouco mais da metade dos entrevistados;
• a grande maioria dos entrevistados opina que se deveria ser mais duro com os alunos problemáticos;
• quase 70% dos docentes acreditam que é bom que a direção possa tomarmedidas, inclusive de expulsão, quando ocorrerem conflitos;
• metade dos professores considera que seus alunos faltam muito às aulas e que isso provoca problemas de aprendizagem; e
• três quartas partes dos professores acreditam que o absenteísmo ao trabalho do professorado não é exagerado (FUNDAÇÃO SM; OEI, 2008, grifo nosso).
Pode-se perceber que o problema é causado por terceiros. A família sedesestruturou, os alunos são faltosos, a direção deve tomar providências mais duras, alunos problemáticos devem ser expulsos etc., caracterizando um movimento projetivo de culpabilidade Não se quer culpar ninguém, mas é certo que a criança e o jovem são aqueles que menos participação têm no fato violento visto que, mesmo quando promovem a violência, são eles próprios vítimas da mesma violência.
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