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COLÉGIO MARISTA CHAMPAGNAT








POEMAS GREGÓRIO DE MATOS GUERRA








NOME: LEONARDO GOMES
TURMA: 213
PROFESSORA: PRISCILA MONTEIRO




Porto Alegre, Novembro de 2013AOS PRINCIPAIS DA BAHIA CHAMADOS CARAMURUS

Um calção de pindoba a meia zorra
Camisa de urucu, mantéu de arara,
Em lugar de cotó, arco, e taquara,
Penacho de guarás em vez de gorra.Furado o beiço, e sem temer que morra
O pai, que lho envazou cuma titara,
Porém a Mãe a pedra lhe aplicara
Por reprimir-lhe o sangue que não corra,
Alarve sem razão, bruto sem fé,
Sem mais leis,que as do gosto, quando erra,
De Paiaiá tornou-se em Abaeté.

Não sei onde acabou, ou em que guerra,
Só sei que deste Adão de Massapé,
Procedem os fidalgos desta terra.






2SOBRE O POEMA
Quando a embarcação de Diogo Álvares Correia naufragou na Bahia, ele por ser magro, não foi comido pelos índios canibais. Conquistou tanto a confiança da tribo que acabou se casando com afilha do Cacique e a partir daí  facilitou o contato dos primeiros viajantes europeus com os povos nativos do Brasil.
Ele foi batizado de Caramuru pelos índios - Caramuru ou moreia é um peixeesguio e comprido característico da região da Bahia. Foi considerado um patriarca, sua prole foi tão numerosa que Gregório de Matos o chamou de "Adão de Massapê“. É sobre a miscigenação entre o nobreeuropeu e os índios que esse poema de Gregório de Matos Guerra fala, no soneto ele usa palavras indígenas para fazer um contraponto do que era o momento cultural na Bahia depois da mistura das raças.3
FIGURAS DE LINGUAGEM

Aliteração:
- zorra (verso 1)
-gorra (verso 4)
- arara (verso 2)
-taquara (verso 3)
-morra(verso 5)
-corra (verso 8)
-titara (verso 6)
-aplicara (verso 7)
-fé (verso 9)
-erra (verso 10)
-guerra (verso 12)
-massapé (verso 13)
-terra (verso 14)









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PALAVRAS DIFÍCEIS...