Economia

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Não há melhoria na distribuição de renda num cenário inflacionário. O próprio Brasil é o melhor exemplo disso. Parte de nossa má distribuição de renda deriva justamente de um processo inflacionário histórico que se encerrou com o advento do Plano Real que foi na realidade o maior repasse de renda dos mais ricos aos mais pobres da história recente do Brasil, embora a população não reconheça isso.

Num regime inflacionário, as camadas mais pobres da população que não tem acesso à rede bancária, não tem como se protejer da perda do poder aquisitivo, ou seja, numa inflação de 50% ao mês, um assalariado precisa gastar o seu dinheiro imediatamente quando recebeu, se ele pensar em guardar um pouco em casa, ao final do mês ele terá perdido 50% do que recebeu, ou seja, se ele não gastar o seu salário de forma imediata ele perde ao longo do mês poder aquisitivo. Já o rico que tem acesso aos bancos, pode aplicar em investimentos que garantam rentabilidade maiores que a inflação ou ao menos a manutenção de seu poder de compra.

Além do mais existe um outro efeito trágico em relação aos pobres: como são obrigados a gastar todo o seu dinheiro assim que recebem, não teem como planejar compras maiores ao longo do tempo, pois não tem como acumular renda. Ou seja, não podem comprar uma geladeira nova, TV, etc., pois não tem como juntar dinheiro. Sendo assim só lhe restam os crediários a juros altíssimos. Já os ricos como teem capacidade de acumular renda podem escapar de tais juros por meio de compra a vista ou maiores garantias.

Este processo ao longo de décadas como ocorrido no Brasil, gerou esta enorme desproporcionalidade entre ricos e pobres que hoje é minimizado com o advento do Plano Real e pelos ganhos salarias acima da inflação como vem ocorrondo em vários acordos e dissídios trabalhistas nestes últimos anos.

Portanto sem estabilidade de preços e controle inflacionário, não há como falar em distribuição justa da

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