Economia

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UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA-UFBA











Sociedades do Antigo Oriente Próximo

Salvador-Ba
28/11/12
"Modo de produção domestica" e "Modo de produção palatino"

Será visto no texto, as sociedades: as sociedades O Egito faraônico e os Estados da Baixa Mesopotâmia com o olhar crítico focado no "modo de produção asiático" por dois autores especialistas nessas regiões:"M. Liverani e C. Zaccagnini". Liverani sugere um estudo sobre o "modo de produção domestico" e o "modo de produção palatino". O primeiro remonta a ausência da divisão e a especialização do trabalho e o segundo resulta da "revolução urbana". O surgimento de palácios como centros de nova organização social; nesse momento a economia começa a basear-se no excedente de produção como pagamento fiscal,ou como um modo de sustentar a nova organização.
Para Zaccagnini ha uma interação entre as estruturas palatinas e as estruturas aldeãs subordinadas e isso compõe o “modo de produção asiático” mantendo assim, certa autonomia.
Desde III milênios a.C. já era visível uma diferenciação entre os membros da mesma aldeia. Isso pode ser atribuído a vários fatores, um deles pode ter sido a quantidade demembros da família, as que fossem menos numerosas poderiam reter maior quantidade de terra, visto que, a divisão seria por um número menor. Entre outros fatores, o que é certo afirmar é que o diferencial conseguido pelas famílias seria passado para os seus herdeiros. Quando essas mudanças chegam a esfera estatal ele (Zaccagnini) divide em três setores, são eles:
1- A imensa maioria queproduz e entrega o excedente;
2- Um grupo minoritário que se ocupa com atividades artesanais, de troca, religião, não participa das decisões.
3- Um grupo ínfimo que organiza os trabalhos dos grupos 1 e 2 e que é sustentado por eles e decide por eles e é representado por uma só pessoa. “Do mais pobre camponês ao mais exaltado funcionário – são “servos” do monarca, que, por direito divino, é oSenhor de suas vidas e o dispensador da abundância”.

A Baixa Mesopotâmia

A Mesopotâmia se divide em duas partes: a noroeste vale fluvial do Eufrates e a Sudoeste vale fluvial do Tigre. A Alta Mesopotâmia é a região mais montanhosa e a baixa Mesopotâmia é a região mais plana.
A baixa Mesopotâmia tem indícios de ter sido povoada entre 5000 a 3500 a.C. basicamente neolítica ou, maisaproximadamente paleolítica, pois objetos de cobre já apareceram em pequeno número em 4500 a.C. Do ponto de vista etnolinguístico foi marcado por dois grupos: os sumérios que falavam uma língua aglutinante e os acádios que falavam uma língua de flexão do grupo semita. Com o tempo esse mapa etnolinguístico se complicou devidas sucessivas migrações.

As forças produtivas

O Eufrates e o Tigre, os grandesrios da Mesopotâmia, tem cheias irregulares. Com águas velozes que descem de regiões montanhosas até as planícies; e também com períodos de seca, as circunstâncias ecológicas sugerem que há uma necessidade de um grupo voltado para a agricultura devido a grande concentração de trabalho como diques, irrigações etc. Esse esforço era bem recompensado nas colheitas consideráveis.
Mais recentemente,Saggs afirmava, em tom peremptório que “a reunião de comunidades no sul, formando cidades, foi quase certamente ditada pelos rios: para controlá-los e utilizá-los em forma efetiva precisava-se da cooperação numa escala maior do que a que pequenas aldeias isoladas e primitivas poderiam prover.”
Como podemos observar a sociedade mesopotâmica, assim como outras sociedades, dependeram das águas dos riospara seu desenvolvimento, pois deles conseguiam retirar maior parte de suas necessidades primárias.
Na época do bronze, entre os milênios IV e III a.C. via-se um dinamismo maior das forças produtivas até se comparado ao Egito nessa mesma época, ainda nesse tempo os equipamentos agrícolas eram muito rudimentares. No fim do II milênio a.C. a agricultura e o artesanato tinham uma baixa produção...
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