Economia

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História econômica brasileira.

Questões Parte I.
Explique de forma detalhada a teoria dos economistas Luís Carlos Bresser Pereira e Yoshiaki Nakano sobre a realimentação inflacionária.

A realimentação inflacionária, consiste basicamente no ‘’repasse’’ dos preços em paralelo à indexação da moeda, decorrente de sua desvalorização. A teoria da realimentação inflacionária considerava ascorreções monetárias uma forma de propagação inflacionária, ou seja, a própria indexação alimentava uma nova inflação, aumentando assim, desta forma, a abismo distributivo criado pela mesma. Bresser e Nakano defendiam que em uma economia plenamente indexada, um aumento autônomo de preços provoca um aumento da inflação na exata medida daquele aumento original, e essa elevação da taxa de inflação ocorreatravés de um mecanismo multiplicador, que passa a elevar os demais preços na mesma proporção, tornando rígidos os preços relativos.
Se a indexação não for plena, o multiplicador será menor, de forma que os preços secundários aumentarão menos que proporcionalmente ao aumento original. O restabelecimento do equilíbrio distributivo original não acontecerá, e, depois de encerrado o efeitomultiplicador e alcançado um novo patamar inflacionário, caso se mantenha a indexação parcial, aquele patamar de inflação entrará em declínio. Com relação aos fatores sancionadores, os autores ressaltam que um importante fator dessa natureza é a quantidade de moeda. O aumento de moeda só será um fator causador da inflação se esse aumento se converter-se em demanda efetiva, ou se essa
demanda efetiva forsuperior à oferta agregada em nível de pleno emprego ou
plena capacidade. Os autores ressaltam que, em condições de desemprego e capacidade ociosa, o aumento da oferta de moeda não pode geralmente ser
considerado fator acelerador da inflação. Tende a ser um fator sancionador,
acarretando portanto em uma crise de liquidez e recessão, e, como os agentes buscam manter a taxa de crescimento daeconomia, a única alternativa seria aumentar a quantidade nominal de moeda para restabelecer a quantidade real. Os autores observam que, no caso anterior, a expansão monetária não
é uma causa da inflação, mas sim um fator sancionador, na medida em que é
seu resultado e, ao mesmo tempo, garante a sua continuidade. Da mesma
forma, o déficit público também pode ser considerado um fator endógeno,
umaconsequência mais do que uma causa da inflação, embora se considere a quantidade de moeda e o déficit público como consequências da inflação, isso não implica que uma política monetária e fiscal restritivas não possam ser instrumentos de controle da inflação. Numa abordagem “ortodoxa”, é possível combater a inflação através do ataque à sua consequência (expansão monetária), e não às suas causasoriginais (aumento das margens de lucro e salários). Por meio da redução da quantidade de moeda, geralmente acompanhada de redução do déficit público, o que se aspira é a uma queda da demanda efetiva e, conseqüentemente, a uma recessão. Dessa forma, as empresas competitivas e os trabalhadores não plenamente defendidos por sindicatos ou leis protetoras reduzirão suas margens de lucros e seus saláriosrespectivamente. As empresas oligopolistas aumentarão suas margens para compensar a redução de vendas, porém a redução de margens e salários dos setores competitivos provavelmente será suficiente para levar a uma queda na taxa geral de inflação.
Pereira e Nakano concluem que os oligopólios, o poder dos sindicatos e os sistemas de indexação são fenômenos que tendem a perpetuar a inflação, aindaque não existam fatores aceleradores em atividade – os fatores sancionadores tornam a inflação mais rígida para baixo. Além disso,
as margens de lucro não são constantes, especialmente nos momentos de
recessão. Em economias indexadas, entretanto, a redução de margens e
salários tende a ser muito pequena, mesmo no setor competitivo, devido à
força dos fatores mantenedores. Os autores deixam...
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