Economia

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DATA DA NOTÍCIA: 30/09/2012 16h57 - Atualizado em 30/09/2012 18h08
NOTÍCIA: 'Marcha das Vadias' acontece pela primeira vez em Santos
FONTE DA NOTÍCIA: Anna Gabriela Ribeiro Do G1 Santos – www.g1.com.br –
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LOCAL DA NOTÍCIA: Santos – São Paulo.

Marcha das Vadias passou pela avenida Ana Costa, em Santos (Foto: Anna Gabriela Ribeiro/G1)
Cercade 100 pessoas participaram na tarde deste domingo (30) da "Marcha das vadias", realizada em Santos, no litoral de São Paulo. O manifesto feminista atraiu homens e mulheres da região com cartazes, apitos e pedidos de igualdade sexual.
O movimento, que começou com uma concentração na Praça Independência, no Gonzaga e seguiu em passeata até a praia do José Menino, foi organizado por meio das redessociais, por mulheres que apoiam a iniciativa. A marcha das vadias acontece em outros países do mundo e, já foi realizado em outras cidades do Brasil. Para elas, o objetivo principal é mostrar à sociedade que a mulher pode ser livre com o próprio corpo e os próprios ideais.
Uma das questões levantadas no manifesto foi o estupro de uma menor de idade, que aconteceu recentemente em uma casa noturnade Santos. “A culpa do estupro não é da mulher, é do estuprador. Em alguns casos a pessoas dizem que porque ela estava de saia curta, estava de shorts curto, roupa transparente. Não é assim, a culpa é de quem praticou a violência, não da mulher”, afirma a comerciante Juliana Santos Vasconcelos.
O evento não atraiu apenas mulheres, muitos homens compareceram para apoiar a causa, como ouniversitário Thiago Jerônimo Trindade. “Deve-se apoiar as mulheres, a mulher tem que lutar pelos seus direitos e eu apoio. Chegou a hora delas”, diz o estudante.
Para uma das organizadoras da marcha, a estudante Lohayne Oliveira Carvalho, a marcha é um movimento simbólico para conscientizar as pessoas sobre a questão. “A sociedade tem que mudar o pensamento nesse ponto. O medo é uma coisa que atrapalhamuito, nossa proposta é mostrar que tem alguém por elas. Para lembrá-las que a violência não é sua culpa. Sempre conhecemos alguém que sofreu a violência sexual, moral, ou verbal”, diz Lohayne.
A diretora de escola, Bruna Xavier, também ajudou na organização e confecção de cartazes e faixas. ”A pessoa tem quer ser respeitada, independente do sexo. Não é legal passar na rua, ser abordada e receberelogio de alguém que você não conhece, ficamos até sem reação”, afirma Bruna.

COMENTÁRIOS:

O movimento acima noticiado surgiu no Canadá e se disseminou no mundo inteiro, quando um policial falou que se as mulheres quisessem evitar o estupro, deveriam parar de andar como vadias por aí, culpando a vítima pelos crime, ao invés do estuprador, reproduzindo uma visão cultural geral. Em resposta àisso, mulheres de todo o mundo, como Toronto, França, Alemanha, Jerusalém, Los Angeles, Chicago, Corea do Sul, Buenos Aires, Amsterdã, no Brasil em Belém, São Paulo, Recife, Fortaleza, Vitória, Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Pelotas, Rio de Janeiro entre outras, saíram às ruas para gritar que se ser livre e ter direito de escolha é ser vadia, somos todas vadias.
O movimento visa garantir oDireito de liberdade das mulheres do mundo inteiro, protestando inclusive contra o chamado turismo sexual. Muito praticado no Brasil.
O Brasil é uma das rotas preferenciais do turismo sexual no mundo. Despontou como destino entre as décadas de 1980 e 1990, quando o mercado asiático começou a ficar saturado. Até hoje, no entanto, a Ásia lidera como o principal destino de turismo sexual do globo, comdestaque para a Tailândia, altamente problemática. Em seguida vêm América Central, Caribe e América do Sul. Entre os principais destinos do turismo sexual no continente americano estão México, Cuba e Brasil.
Uma pesquisa patrocinada pela OMT e divulgada em 2005 revelou o perfil do turista sexual que vem ao Brasil. Ele é na maioria das vezes de classe média, tem entre 20 e 40 anos de idade,...
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