Economia

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Instituto Superior Politécnico Metropolitano de Angola

Departamento de Ciências Económicas e Gestão

Globalização e o desporto

Trabalho da disciplina M.I.C
Apresentado por:
Iura João
Curso:Lic.Economia
Turma:LEO1NA / Sala:52

Luanda, Junho de 2012

A globalização está hoje na ordem do dia, influenciando
fortemente toda a vida no planeta e a agenda política dos países.
E se aeconomia é o seu lado mais visível, as suas consequências
fazem-se sentir em muitos outros domínios. O desporto não
está à margem deste processo de globalização. E nem poderia
ser de outro modo, porque, nas suas formas modernas, se
procurou instituir e afirmar como uma linguagem universal, um
modelo cultural adoptado internacionalmente.
É cada vez mais comum ouvir-se falar em desportivizaçãoda sociedade. Mais, o desporto é, talvez, hoje a forma mais
popular de participação cultural (VANREUSEL & SCHEERDER, 2000)
ou, no dizer de DAVIES (2002),o domínio mais universal da cultura,
anulando barreiras culturais como a língua, a religião, as fronteiras
geográficas, ou as manifestações de nacionalismo.Aproximando
participantes e espectadores de todo o mundo nas suas paixões,obsessões e desejo de vencer.A mobilidade de atletas e dos
adeptos e a capacidade de retransmissão das manifestações
desportivas para todo o mundo são aspectos da globalização
que estão a mudar a paisagem do desporto.
A globalização corporiza uma rede de interdependências políticas,
económicas e sociais que ligam os seres humanos, e inclui a emergência
de uma economia global, trocas detecnologias, redes de
comunicações, migrações, uma cultura transnacional e movimentos
internacionais que caracterizam o nosso tempo. Como consequência,
as pessoas estão a experimentar novas relações de tempo e de espaço,
com a aceleração do primeiro e a limitação do segundo. O que conduz
a um maior grau de interdependência, mas também a uma maior
consciência do sentido do mundo como um todo (MAGUIRE,s.d.).
Embora se fale da globalização há pouco tempo - nos termos
em que hoje se nos apresenta - a história da humanidade traznos
registos já antigos de movimentos globalizadores.
Alguns historiadores referem as viagens comerciais de Marco
Polo para o oriente como o momento impulsionador do processo
globalizador. O Renascimento europeu é um outro exemplo deste
movimento de abertura dassociedades que influenciou fortemente
o humanismo europeu na cultura, nas artes, na ciência, na tecnologia.
Investigadores norte-americanos e brasileiros sustentam que a
globalização terá começado, verdadeiramente, em Quinhentos com
as descobertas portuguesas e com o infante D. Henrique, seu patrono
e o criador da escola de Sagres. A importância desta escola tem a ver
com o estímulo que concedeuao desenvolvimento científico e
tecnológico que apoiou os navegadores portugueses e que está na
origem do grande impulso globalisador que nos levou para o cosmos.
Para George MODELSKI (2004), investigador da Universidade de
Washington em Seattle, Portugal foi, durante o século 16, a primeira
potência na humanidade a criar um poder global no sistema político
mundial. Outros clamaram quegovernaram os quatro cantos do
mundo, mas Portugal foi o primeiro país na História a criar uma
estrutura político-económica de nível global. A liderança portuguesa
criou um sistema global de frotas, bases, alianças e rotas de comércio,
isto é, a organização de um projecto colectivo de “descobertas” e
implantou uma estrutura de liderança global, que depois evoluiria
com o sistema mundialbritânico dos séculos 18 e 19.
O debate sobre a globalização está hoje muito focado nos
planos económico e político-ideológico. Por imposição dos
grandes grupos financeiros e económicos internacionais, os
governos aboliram as políticas Keynesianas, intensificaram o
desmantelamento do sector público, desregularam a economia
e deram passos para enfraquecer o trabalho organizado. Este
projecto...
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