Economia solidaria

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| Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de GoiásCampus Anápolis |

RELATÓRIO FINAL

“Economia Solidária”

NOME DAS PARTICIPANTES: Emilly Vasconcelos, Pollyany Farias e Esther Gonçalves
NOME DO ORIENTADOR:NevilleVillasboas
NOME DO CURSO: C.T.I.Química e C.T.I Edificações
PERIODO QUE ESTÁ CURSANDO: 3°ano

ANÁPÓLIS, NOVEMBRO DE 2012

1– Introdução

Desde osprimórdios do capitalismo, as relações de trabalho assalariado levaram a um ápice de exploração do trabalho humano quelevaram os(as) trabalhadores(as) a organizaram-se em sindicatos e em empreendimentos cooperativados. Os sindicatos como forma de defesa e conquista de direitos dos/as assalariados/as e os empreendimentos cooperativados, de auto-gestão, como forma de trabalho alternativa à exploraçãoassalariada.
Lutas como esta sempre foram características do modo capitalista, contudo o trabalho assalariado, que permitiu que o capitalismo se torna-se hegemônico no mundo, transformou o trabalho humano, modificando a simples atividade humana que inicialmente nos humanizava, extraindo-a de nós e tornando esta em mercadoria, alienando- nos. Dessa forma, demais formas (comunitárias, artesanais,individuais, familiares, cooperativadas, etc.) passaram a ser tratadas como "resquícios atrasados" que tenderiam a ser absorvidas e transformadas cada vez mais em relações capitalistas.
A atual crise do trabalho assalariado, desnuda de vez a promessa do capitalismo de transformar a tudo e a todos/as em mercadorias a serem ofertadas e consumidas num mercado equalizado pela "competitividade". Milhões detrabalhadores/as são excluídos dos seus empregos, amplia-se cada vez o trabalho precário, sem garantias de direitos. Assim, as formas de trabalho chamadas de "atrasadas" que deveriam ser reduzidas, se ampliam ao absover todo esse contingente de excluídos.
Hoje, no Brasil, mais da, metade dos trabalhadores/as, estão sobrevivendo de trabalho à margem do setor capitalista hegemônico, o das relaçõesassalariadas e "protegidas". Aquilo que era para ser absorvido pelo capitalismo, passa a ser tão grande que representa um desafio cuja superação só pode ser enfrentada por um movimento que conjugue todas essas formas e que desenvolva um projeto alternativo de economia solidária.
Neste cenário, sob diversos títulos - economia solidária, economia social, socioeconomia solidária, humanoeconomia,economia popular e solidária, economia de proximidade, economia de comunhão etc, têm emergido práticas de relações econômicas e sociais que, de imediato, propiciam a sobrevivência e a melhora da qualidade de vida de milhões de pessoas em diferentes partes do mundo.
Mas seu horizonte vai mais além. São práticas fundadas em relações de colaboração solidária, inspiradas por valores culturais quecolocam o ser humano como sujeito e finalidade da atividade econômica, em vez da acumulação privada de riqueza em geral e de capital em particular.
As experiências, que se alimentam de fontes tão diversas como as práticas de reciprocidade dos povos indígenas de diversos continentes e os princípios do cooperativismo gerado em Rochdale, Inglaterra, em meados do século XIX, aperfeiçoados e recriados nosdiferentes contextos socioculturais, ganharam múltiplas formas e maneiras de expressar-se.
Assim, a Economia Solidária é um jeito diferente de produzir, vender, comprar e trocar o que é preciso para viver. Sem explorar os outros, sem querer levar vantagem, sem destruir o ambiente. Cooperando, fortalecendo o grupo, cada um pensando no bem de todos e no próprio bem.
A economia solidária vem seapresentando, nos últimos anos, como inovadora alternativa de geração de trabalho e renda e uma resposta a favor da inclusão social. Compreende uma diversidade de práticas econômicas e sociais organizadas sob a forma de cooperativas, associações, clubes de troca, empresas autogestionárias, redes de cooperação, entre outras, que realizam atividades de produção de bens, prestação de serviços,...
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