Diversidade

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ALGUMAS CONSIDER/AÇÕES SOBRE DIVERSIDADE CULTURAL NA ESCOLA
PÚBLICA DE TANGARÁ DA SERRA
Flavia Krauss/Unemat – Tangará da Serra
Regiane Cristina Custódio/Unemat – Tangará da Serra
Para pensar a respeito de diversidade no espaço escolar, partimos da premissa que
discutir tal temática nesse espaço possibilitará compreendê-lo na perspectiva de um olhar que
levará em conta as ações desujeitos sociais que se fazem histórica e socialmente; assim,
compreendemos que a educação e os processos que lhe são inerentes se ancoram nas relações
sociais.
Por isso, nesta comunicação apresentamos uma proposta de educação lingüísticoliterária para duas escolas públicas de Tangará da Serra. Esta experiência-piloto se efetivará
por via de uma comunidade de trabalho coletivo e autogestionado:um trabalho de criação e
editoração que se inspira no esquema lógico-organizativo das ―cartoneras latinoamericanas‖.
Apostamos na funcionalidade desta proposta porque acreditamos que esta forma de
organização do trabalho manual e intelectual, ao não separar o mundo da vida do mundo da
leitura, ao trabalhar a favor de uma educação mais horizontal e igualitária, valoriza,
sobretudo, adiversidade em muitos de seus aspectos, na direção de uma prática que se
procura como emancipadora.
Pensamos a respeito de diversidade no espaço escolar porque partimos da premissa
que discutir tal temática possibilitará compreendê-lo na perspectiva de um olhar que levará
em conta as ações de sujeitos sociais que se fazem histórica e socialmente. Na esteira das
discussões propostas nas―Indagações sobre Currículo‖, importa refletir a respeito de como a
diversidade tem sido pensada no universo escolar. Problematizar esse espaço, discutir cultura
escolar incluindo, sobretudo, uma reflexão a respeito da própria noção que se tem de cultura,
na tentativa de compreender como os sujeitos re-significam suas experiências no espaço
escolar e como, em uma operação inversa, o espaço escolartem recebido as experiências
múltiplas dos sujeitos que, conforme afirmou Arnt (2004, p. 297), ao passarem pelo portão da
escola, adquirem a identidade de estudante perante os olhos do observador, tornando-se
membros de uma categoria: ―alunos‖. Vistos dessa forma, ―independente do sexo, da idade,
da origem social, das experiências vivenciadas, todos são considerados igualmente alunos,procuram a escola com as mesmas expectativas e necessidades‖ (DAYRELL, 2001, p. 139).2
Discutir diversidade implica posicionar-se contra os processos de dominação (sejam
eles quais forem: educacionais, políticos, econômicos, religiosos). Os currículos e práticas
escolares (ação dos educadores) podem caminhar na direção de incorporar uma visão de
educação que se aproxime do trato positivo dadiversidade humana (cultural e social).
A compreensão da diversidade cultural possibilita um amplo diálogo na variedade dos
espaços1
sociais em que estamos inseridos. Abordada como ―pluralidade cultural‖, diversas
vezes a diversidade aparece somente como um tema que transversaliza o currículo (GOMES,
2008). Segundo a autora, por mais que a diversidade seja um elemento constitutivo doprocesso de humanização, por mais que esteja presente nas discussões ainda é possível
observar uma tendência nas culturas, de um modo geral, de ressaltar como positivos e
melhores os valores que lhe são próprios, gerando estranhamento, e muitas vezes até rejeição
em relação ao diferente. Nesse sentido, como abandonar idéias arraigadas? Como romper com
enunciados já cristalizados? Comodissipar preconceitos? Gomes (2008, p. 17-18) questiona:
Como a educação escolar pode se manter distante da discussão da
diversidade se a mesma se faz presente no cotidiano escolar (universo
escolar) por meio da presença de professores/as e alunos/as dos mais
diferentes pertencimentos étnico-raciais, idades e culturas? Qual a dimensão
sócio-cultural da escola?
Na direção do que propõe as...
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