Direitos humanos no brasil

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Direitos Humanos no Brasil

Desde o descobrimento do Brasil em 1500, que nunca mais nos vimos livres da descriminação racial.
Primeiro com os Índios, depois pelos escravos negros e já nos nossos dias com a descriminação do pobre, do deficiente físico, do homossexual, da mulher, da criança entre outros.
Mas, de todos os excluídos, os negros, sem margem a dúvidas foram os que mais sofreram eporque não dizer os que ainda mais sofrem.
Foram eles as maiores vítimas do Novo Mundo, agoniaram e sofreram, participaram de lutas inglórias, morreram e foram martirizados, em busca de sua libertação e de seus direitos como seres humanos.
Durante os primeiros três séculos da História Brasileira, chegaram até nós, como escravos, vindos da África, berço da humanidade, mais de três milhões denegros, os quais, através de sua força de trabalho, acumularam riquezas que hoje são patrimônio das atuais elites econômicas Brasileiras.
Com a abolição da escravatura em 1888, o estado brasileiro deixou os negros à mercê do mercado capitalista.
Só após 100 anos da publicação da lei áurea, e mais de 400 de lutas do povo negro, é que o estado num momento de clareza e razão se propõe a pensar emelaborar políticas públicas para a valorização dos descendentes dos africanos escravizados no Brasil.

No Brasil Colônia, todos sabemos, a base da economia e da riqueza estava fundamentada especialmente no trabalho escravo.
O Brasil, foi o último País do mundo a abolir oficialmente a escravatura, ato este que condenou definitivamente a monarquia já decadente, e abriu as portas à implantação daRepública.
O Trabalho assalariado já despontava como sendo o mais adequado à sociedade Industrial que se formava então.
Os negros,dedicados essencialmente ao trabalho braçal repentinamente se encontraram numa posição de sem trabalho e sem teto, pois nas terras de seus antigos senhores ,não era mais possível ficar.
Simultaneamente, o Brasil, abria suas fronteiras ao imigrante, que afluía de todasas partes da Europa e da Ásia, remanejando os ex-escravos negros para o ostracismo e para a marginalidade. Sem direito a escola, ao trabalho, ao respeito, à dignidade de cidadão e a um lar digno, obrigam-se ao refugio dos Quilombos, favelas, mocambos e palafitas.
Declarados livres, sem teto, sem trabalho ou qualquer meio de sobrevivência, vêem-se à mercê do destino, aceitando embora comrelutância o descaso do Governo que não lhes garantiu sequer ,meios de sobrevivência ou a posse de algumas terras..
Assim, a partir do capitalismo, o negro por não possuir qualquer tipo de qualificação, passou a integrar-se nos meios que exigiam mão de obra pesada, como meio de subsistência, passando da qualidade de escravo à de assalariado, porém,sem perspectivas de ascensão social, como os brancos.Forma-se então um mercado de trabalho seletivo estando o negro situado em último lugar na ordem de preferências, tendo sobrado para eles apenas o trabalho ambulante, o conserto, o biscate e sobretudo os trabalhos pesados rejeitados pelos brancos.
Somos um país de dimensões continentais, dotado de recursos inimagináveis, na sua maioria ainda por explorar, e essas qualidades transformaram o Brasilnuma gigantesca arca de Noé que acolheu em seu seio diversas culturas e raças que aqui depositaram suas esperanças, confiança, sonhos e expectativas, com características únicas em todo o mundo e que fizeram dele a prova viva de que é possível viver em harmonia étnica e cultural em meio a um oceano de miscigenação.
O povo Brasileiro reúne em si toda a diversidade de raças, tendo-se tornado um povouno, uma raça única, oriunda de um universo delas, uma só entidade sócio-política de larga base territorial.
Mas... esta aparente unidade não deve esconder outra realidade nacional, o racismo.
Apesar do negro ter alcançado a igualdade jurídica a partir da abolição, a desigualdade sócio-econômica em relação aos brancos se mantém, infelizmente.
A ideologia e 400 anos de escravidão se mantém...
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