Desenvolvimento do julgamento moral

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SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO 03
2 o desenvolvimento do julgamento moral da criança 04
2.1 Instrumento e procedimento 04
2.2 Apresentações dos resultados coletados 06
2.2.1 Respostas das crianças de 5 (cinco) anos 06
2.2.2 Respostas das crianças de 10 (dez) anos 07
3 ANÁLISE DOS DADOS 08
4 CONCLUSÃO 10
5 REFERÊNCIAS 11

1 INTRODUÇÃO

Segundo Piaget, “toda moral consiste numsistema de regras e a essência de toda moralidade deve ser procurada no respeito que o indivíduo tem por elas”. Dessa forma, ele acredita que o desenvolvimento moral também é construído na medida em que a criança vai tomando consciência de si e dos objetos que a circundam.
Piaget, ainda, argumenta que o desenvolvimento da moral abrange três fases, denominadas: Anomia, Heteronomia eAutonomia. Para investigar a construção do dever moral, foi realizada uma pesquisa com quatro crianças, duas de cinco anos e duas de dez anos, com três situações diferentes (dano material, mentira e roubo) em que as crianças desempenharam o papel de juízes. Assim como fez Piaget, foi utilizado um método que apresentava dilemas morais às crianças para que elas julgassem.
O objetivo dessetrabalho é conhecer e vivenciar em teoria e prática como se dá o desenvolvimento do julgamento moral da criança nas etapas de Heteronomia e Autonomia segundo Jean Piaget. Foram feitas comparações das respostas das crianças de mesma idade, e entre as crianças de idade diferentes e por último enfatizaremos se os achados teóricos de Jean Piaget se confirmam na prática.

2 o desenvolvimento dojulgamento moral da criança

2.1 Instrumento e procedimento

Foram realizadas entrevistas individuais de acordo com o método proposto por Piaget. Foi utilizado como instrumento histórias-dilemas que traziam situações em que as crianças desempenharam o papel de juízes, com o objetivo de descobrir as concepções que as crianças têm a respeito de danos materiais, mentira e roubo. Apesquisa foi realizada em escolas de educação infantil e ensino fundamental com duas crianças de cinco anos e duas crianças de dez anos, com prévia autorização assinada pelos responsáveis. As histórias foram contadas e foi pedido para que as crianças repetissem, a fim de verificar se realmente as mesmas haviam entendido os dilemas e as perguntas.
O primeiro par de histórias apresentadasteve como finalidade observar o julgamento moral sobre danos materiais. A primeira mostrando um dano material acidental e a segunda um dano material intencional. Analisamos se a criança distinguiria uma ação acidental de outra intencional. Eis a história e as perguntas apresentadas aos participantes:
História 1: dano material acidental
a) Um dia Antônio pegou a bola novade seu amigo sem pedir e foi brincar na rua, de repente a bola bateu em cima dos espinhos e furou.

História 2: dano material intencional

b) Era uma vez um menino chamado Júlio, um dia ele pediu emprestada uma bola velha do seu amigo, mas ele não quis emprestá-lo, então esperou seu amigo sair, pegou um prego e furou a bola.

Em seguida foram feitas asseguintes perguntas:

1- As duas crianças das histórias são igualmente culpadas? Por quê?

2- Os dois agiram errado? Por quê?

3- Qual agiu mais errado? Por quê?

O segundo par de histórias teve como finalidade observar o julgamento moral sobre a mentira. Uma mostrando a mentira com prejuízo de outras pessoas, desejo de enganar; e outra mostrando a mentira semprejuízo de outras pessoas, sem o desejo de enganar. Objetivo foi analisar se as crianças comparariam os conteúdos das duas mentiras, avaliando os atos em função de suas conseqüências ou em função da intenção de quem praticou, ou seja, saber como as crianças definiam uma mentira, que critérios utilizavam para determinar o quanto é má uma mentira e as razões sobre porque não se deveria mentir. As...
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