Cultura

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  • Publicado : 26 de abril de 2012
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O enfoque deste trabalho é a Identidade Cultural Surda dentro do contexto, meu principal objetivo é falar e expor um pouco sobre a “Cultura dos Surdos”. Falar sobre a deficiência e os problemas enfrentados e o preconceito sofrido.




























Cultura Dos Surdos


Ao longo dos séculos os surdos foram formando uma cultura própria centradaprincipalmente em sua forma de comunicação. Em quase todas as cidades do mundo vamos encontrar associações de surdos onde eles se reúnem e convivem socialmente.
Os surdos, por norma e por necessidade também, eles utilizam a comunicação “espaço visual”, como principal meio de conhecer o mundo em substituição á audição e à fala, e podem ter ainda uma cultura característica.
Alguns fatores podem afetar oprocesso de aprendizagem de pessoas surdas, como por exemplo: o período em que os pais reconhecem a perda auditiva, o envolvimento dos pais na educação das crianças, os problemas físicos associados, os encaminhamentos feitos, o tipo de atendimento realizado, entre outros.
Embora os aspectos médico, individual e familiar ampliem o universo de análise sobre o fenômeno, nos chama a atenção para anecessidade de vê-los sob uma perspectiva sócio - cultural.
Todas as investigações atuais têm chamado a atenção para a multi-determinação da surdez e para a adequação do emprego do termo surdo, uma vez que é esta a expressão utilizada pelo surdo, para se referir a si mesmo e aos seus iguais. É muito importante considerar que o surdo difere do ouvinte, não apenas porque não ouve, mas porque desenvolvepotencialidades psico - culturais próprias. Somos pessoas diferentes. No Brasil os surdos desenvolvem a libras com a influência da língua de sinais francesa, portanto, elas não são universais, cada país possui sua própria língua de sinais. Em Portugal, por exemplo, existe a LGP. E na Angola, os surdos locais desenvolveram a língua gestual angolana (LGA), também largamente designada por línguaangolana de sinais (LAS). Já outros, por viverem isolados ou em locais onde não exista uma comunidade surda, apenas se comunicam por gestos. Existem surdos que por escolha dos pais ou opção pessoal preferem utilizar a língua falada.
Ao longo dos anos, muitas pesquisas sobre surdez e sobre as línguas de sinais, realizadas no Brasil e em outros países, tem contribuído bastante para a modificação gradualda visão dos surdos, compartilhada pela sociedade ouvinte em geral.
Esses estudos têm classificado os surdos em duas categorias:

• Os portadores de surdez patológica, normalmente adquirida em idade adulta.
• E aqueles cuja surdez é um traço fisiológico distintivo, não implicando, necessariamente, em deficiência neurológica ou mental; este é o caso da maioria dos surdos congênitos.
Apesar dobloqueio auditivo, seu domínio da língua oral pode se equipar aos ouvintes, através do uso da leitura labial, o uso de aparelhos, implantes auditivos e acompanhamento fonoaudiológico. No caso dos surdos que dominam apenas a língua de sinais, o fato de integrarem um grupo lingüístico- culturaldistinto da maioria lingüística do seu país de origem equipara-os a imigrantes estrangeiros. Porém o fato de não disporem do meio de recepção da língua oral, pela audição, coloca- os em desvantagem em relação aos imigrantes, com respeito ao aprendizado e desenvolvimento da fluência nessa língua. Essa situação justifica a necessidade da mediação dos intérpretes em um número infinito de contextos esituações do cotidiano dessas pessoas.

Ainda que faça uso da leitura labial, o surdo sinalizando pode ter dificuldades de compreender a língua oral, visto que, essa técnica o habilita, quando muito, a perceber apenas os aspectos articulatórios da fonologia da língua. Daí sua enorme necessidade da mediação do intérprete de língua de sinais. No caso específico dos surdos brasileiros, cuja língua de...
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