Crise da russia (1.998)

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UNIVERSIDADE ANHEMBI MORUMBI
TRABALHO DE ECONOMIA

CRISE DA RÚSSIA (1.998)


SÃO PAULO
2.012

1. INTRODUÇÃO

O objetivo deste trabalho é esclarecer, através de uma linha de raciocínio, o que gerou e o que foi a crise financeira da Rússia.
Para isso é preciso entender primeiro o que é uma crise financeira. Essa pode ser definida como um ataque especulativo a moeda de um determinadopaís. Isto pode resultar em uma forte desvalorização da moeda local e um possível não pagamento de suas dívidas.
As crises financeiras costumam ser agravadas por crises em países vizinhos, porém o contágio só ocorre quando as economias destes países estão vulneráveis para tal fenômeno.
Um exemplo de crise financeira ocorreu na Rússia em 1998 e acabou por levar a uma desvalorização do rublo e aum não pagamento dos serviços das dívidas interna e externa. Crises como a da Rússia, podem surgir devido a diversas condições adversas a economia como grandes déficits públicos e quantidades reduzidas de reservas internacionais.
A crise financeira ocorrida na Rússia caracterizou-se por aspectos peculiares advindos de sua história enquanto União Soviética, combinados ao processo de aberturapolítica e econômica.
A união de fatores estruturais e conjunturais viria a deflagrar a crise, o que influenciaria a todos os mercados emergentes. Será objeto de estudo do presente trabalho as três etapas da crise, ou seja, seu princípio, seu auge e sua influência na própria Rússia e em alguns países que fizeram parte ex-URSS.
Para a abordagem deste tema serão utilizadas, além desta, quatro seções.Sendo a primeira responsável pelo panorama pré-crise evidenciando aspectos institucionais e econômicos. A segunda seção irá apresentar o colapso financeiro e as tentativas do governo russo de conter o mesmo. Por conseguinte, na terceira seção, abordaremos as consequências da crise nos panoramas político, social e econômico da Rússia, além de ressaltar as modificações, em âmbito econômico, nospaíses cuja ligação histórica com a Rússia mostra-se mais forte, ou seja, as ex-repúblicas soviéticas. Iremos, também nesta seção, fazer uma breve análise dos resultados da crise para o Brasil. Por fim, na conclusão ressaltaremos os aspectos mais importantes dessa crise que mudou o mundo.

2. CONTEXTO

A partir de 1990 os países da Europa Oriental introduziram medidas de transição, isto é, aseconomias que antes tinham um planejamento centralizado procuravam adotar reformas mais próximas do sistema capitalista.
Na Rússia não foi diferente. O país fez uma ampla liberalização de preços e procurou transferir empresas estatais para agentes privados. A privatização foi feita dando aos gerentes e trabalhadores ações dessas empresas na esperança que esses as vendessem para agentes de fora dopaís. No entanto, não foi o que aconteceu dificultando, inclusive, a reestruturação, já que é difícil estabelecer uma estrutura de propriedade eficiente com vários pequenos acionistas.
Além disso, houve a incapacidade do estado russo de definir e implementar direitos de propriedade. Isso significa que um empreendedor não tem segurança sobre o que vai acontecer com os lucros dele, caso ele venha ater, se o fornecedor irá honrar o contrato, assim ele não investe. E foi o que aconteceu. Em 1996, o investimento direto do exterior era menor que 1% do PIB.
Houve ainda queda no subsídio dado pelo governo às empresas para cobrir suas perdas. Isso seria algo positivo se as empresas tivessem pagado os impostos.
A lógica da maioria das empresas não era a de lucrar, mas sim de conseguir algumtipo de transferência do Estado. Da mesma forma, existia uma disputa entre governo federal e governos regionais, resultado da união soviética, pois esses não repassavam parte das verbas recolhidas. Isso tudo, cada vez mais, enfraquecia, não só a estrutura fiscal, mas também a economia como um todo. Assim, o governo não tinha quase receitas, mas continuava tendo gastos o que gerava déficit no...
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