Coping

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Introdução


A doença crónica é um estado prolongado que exige que o doente adquira estratégias de coping, adaptando-se emocional, comportamental e socialmente, sendo que pode necessitar de ajuda para fazer estas adaptações e criar “uma oportunidade de estruturação da compreensão da própria doença e criação de estratégias de coping eficazes para melhorar a sua qualidade de vida”(Amorim, M. 1999).
Este trabalho tem como tema Estratégias de Coping na Doença Crónica. Escolhemos este tema, no âmbito da disciplina de Psicologia da Saúde, visto que como estudantes do curso de enfermagem, nos iremos deparar com inúmeras situações em que vamos ter que saber lidar com a própria doença crónica e suas implicações, tanto para o utente como para nós, futuros profissionais desaúde.
Como objectivos gerais, pretendemos tomar conhecimento do que são doenças crónicas e as respectivas estratégias de coping sendo que, numa perspectiva mais específica, analisaremos a hipertensão e suas formas de adaptação.
Inicialmente, procedemos a uma pesquisa geral sobre o tema escolhido e, posteriormente, ao tratamento dos dados colhidos. Após este processo, iniciamos aestrutura do trabalho e seguidamente, a sua respectiva elaboração, tendo-se dividido em três partes: doenças crónicas, coping, e estratégias de coping relacionadas com a doença crónica. Decidimos abordar com maior especificidade a hipertensão, um dos tipos de doença crónica que, segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), afecta grande parte da população portuguesa.
Este trabalho foidesenvolvido de um de Outubro a 17 de Dezembro, na unidade curricular de Psicologia da Saúde, orientado pela professora – adjunta Emília Costa.
Para a realização deste trabalho foram utilizadas as regras da American Psychological Association (APA), segundo Lapa (2010).
É dividido por três capítulos: doenças crónicas, sendo subdividido nos subtemas saúde, bem-estar e qualidade de vida,definição de doença crónica e hipertensão como doença crónica; coping, com a sua definição, factores que originam as suas estratégias e respectivas estratégias, como subtemas; estratégias de coping nas doenças crónicas, englobando a adaptação de estratégias de coping na doença crónica.


















































2 SaúdeO conceito de saúde tem vindo a sofrer alterações ao longo dos tempos, devido, nomeadamente, à investigação científica e filosófica.
Retomando à Grécia Antiga, segundo Hipócrates (considerado o médico mais importante da antiguidade), a saúde era o estado natural do organismo, que deveria ser mantido saudável ao longo dos tempos, devendo estar em concordância com a totalidade dasforças ambientais.
Ao longo do tempo a saúde tem sofrido modificações e, actualmente, segundo Amorim (1999), a OMS identifica saúde como o bem-estar físico, mental e social que impõe ao Homem um equilíbrio entre si e o meio. Este século requer uma melhoria da saúde para todos, em que não só existirá uma maior esperança média de vida, mas também com melhor qualidade, ou seja, espera-se que sejaproporcionado aos doentes anos com qualidade de vida.
De certa forma, podemos dizer que anteriormente, o conceito de saúde era centrado na ausência da doença e não na pessoa como um todo, seguindo, então, o modelo Biomédico. Nos dias de hoje, segue-se o modelo Biopsicossocial onde a pessoa é vista como um todo, englobando todas as suas vertentes.



1.2 Bem-estar e qualidade de vidaO bem-estar pode ser influenciado por aspectos como a idade, sexo, nível social, económico e cultural, o que o torna num conceito difícil de definir.
Assim, bem-estar pode ser considerado um estado dinâmico de saúde no qual o indivíduo progride em direcção a um nível elevado de funcionalidade, atingindo um equilíbrio óptimo entre o meio interno e externo (Giacomoni, 2004,...
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