Contratualistas: thomas hobbes, john locke e jean-jacques rousseau

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  • Publicado : 26 de fevereiro de 2013
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1 INTRODUÇÃO

O contratualismo representa uma cisão face ao pensamento político que, desde Aristóteles, reconhecia o homem como um ser que é por natureza político. Bem diversamente, os filósofos políticos que recorrem à idéia de um contrato social assumem o caráter político do homem como sendo da ordem do artifício e da convenção.
“O contratualismo foi uma doutrinafilosófica de grande ênfase no séc. XVIII que pregava o surgimento do Estado se deu a partir de um contrato no qual todos homens consentiram na sobreposição de um poder estatal pelo qual a ordem e a paz passaria a ser mantida e garantida.” (BOBBIO, 1998, p.112).




Os principais jusnaturalistas modernos, Thomas Hobbes, John Locke e Jean Jacques Rousseau, também chamados de contratualistas,fazem parte de uma doutrina que reconhece o "direito natural" (ius naturale) e a necessidade de um Estado natural por parte dos homens. Porém, as idéias desses filósofos, apesar de terem pontos de concordância, se diferem em alguns aspectos.
Os contratualistas, Thomas Hobbes, John Locke e Jean Jacques Rousseau, acreditavam que o Estado teria surgido através de um contrato onde os homensestabeleceram regras para o convívio social e subordinação política. Anterior à origem desse contrato, todos os três afirmavam que o homem vivia naturalmente, sem poder e sem organização, constituindo o estado de natureza. Entretanto, os três contratualistas apresentam pontos de divergência na definição desse estado de natureza.
O presente texto apresentará as principais idéias dos contratualistas,suas principais diferenças e semelhanças.



2 DESENVOLVIMENTO


2.1 Thomas Hobbes


Thomas Hobbes nasceu em 1588 foi um filósofo e teórico político inglês. Por volta de 1649, a Inglaterra vivia um período bastante turbulento marcado por discórdias religiosas, entre protestantes e católicos, e protestantes anglicanos contra puritanos, e políticas. Para Hobbes o país estava perdendo asforças, arruinavam-se as autoridades, e aparelhava-se uma guerra civil. “Em 1642, começara a luta armada entre Carlos I Stuart e o seu Parlamento, de maioria puritana. Após numerosas peripécias, o rei, vencido pelo exército parlamentar de Cromwell, fora executado. 1651, Cromwell reina sobre a Inglaterra, transformada em República (Commonwealth)”. Foi nessa fase (1651) que Hobbes publicou seulivro Leviatã obra na qual ele expõe suas intenções políticas. (CHEVALLIER, 1999, p.66, grifo do autor).
“O Leviatã é a síntese do hobbismo. É fruto da curiosa combinação de um potente e rigoroso espírito, fanaticamente mecanicista, com as obsessões de um coração cheio de temor, ávido de paz para si próprio como para o seu país. Se ali se encontravam inesperadas infiltrações (deorigem medieval) de escolástica, teologia e até demonologia, não chegam a quebrar a impressionante linha intelectual desse ‘livro absolutamente notável, uma das Bíblias da Inglaterra... original e criador... Tesouro de sabedoria moral e política’ (Grahan), - ‘da maior, talvez a única obra-prima de filosofia em inglês’”. (Oakeshott). (CHEVALLIER, 1999, p.68, grifo do autor).




Deacordo com Hobbes os homens conforme natureza humana apesar de seres individuais não vivem sozinhos. Sendo todos semelhantes, um não pode se impor sobre o outro. Os indivíduos almejam as mesmas posses e ideais, que se não forem de proveito de todos viverão em contínua guerra, e a situação de guerra para ele não é somente combate corporal, mas o contínuo risco de que a guerra aconteça, deixando deexistir paz, essa tal, almejada em primeiro lugar por se temer a morte. Sendo que “o homem hobbesiano não é então um homo economicus, porque seu maior interesse não está em produzir riquezas, nem mesmo em pilhá-las. O mais importante para ele é ter os sinais de honra, entre os quais se inclui a própria riqueza (mais como um meio, do que como um fim em si)”. (WEFFORT, 2001, p.59, grifo do autor)....
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