Como linguagem e historia se relacionam

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  • Publicado : 29 de abril de 2012
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WEB-AULA 1
O Pensamento Mítico e o Mito na Grécia
Bem, antes de iniciarmos, quero dar um panorama geral do trabalho que será desenvolvido. Acompanhe-me. Inicialmente, tratarei da questão do pensamento mítico, seus fundamentos e a perspectiva deste como uma das formas de expressão humana. Na seqüência, ainda na primeira unidade, falaremos da passagem do mito para a Filosofia e do contexto queproporcionou o nascimento da mesma na Grécia, fechando assim a primeira unidade. Para aprofundar nossa discussão veremos dois pré-socráticos interessantes, Heráclito e Parmênides. Suas teorias discutem a questão da permanência e do movimento levando-nos a um exercício de elaboração de conceitos. Isto nos ajudará a compreender nossa última aula, que trata de Sócrates, considerado um divisor de águasna Filosofia. A partir dele, a Filosofia apresenta sua grande perspectiva conceitual.
No intuito de firmarmos bem os nossos estudos, você desenvolverá algumas atividades e fará uma avaliação específica ao final das unidades que nos permitirá um feed-back do trabalho desenvolvido. Esta avaliação final é obrigatória e será considerada para conceito final e carga horária da disciplina. Para o fórum,fica aberta a proposta de debates e comentários sobre as aulas aqui apresentadas, unidades I e II, e dos capítulos do livro "Filosofia", que você recebeu como texto base da disciplina. Portanto, mãos à obra e bons estudos!
O PENSAMENTO MÍTICO E O MITO NA GRÉCIA
Para melhor compreendermos como nasceu a Filosofia, é fundamental entendermos primeiro como se dá e o que representa um tipo depensamento tão antigo quanto o próprio homem: o mito. Compreender a questão do mito não implica em estabelecer um olhar negativo, condenatório, mas na realidade, buscar as bases desta forma quase natural, ou imediata, do homem dar respostas aos problemas que o afligem.
Na Filosofia não entenderemos o mito de forma pejorativa ou completamente negativa. Para nós, o mito é a primeira forma de explicaçãoque o homem encontra para aquilo que ele desconhece. Todos os povos, todas as culturas possuem seus mitos: egípcios, babilônios, caldeus, romanos, gregos... Hoje ainda transmitimos nossos mitos de geração em geração, tornando plausíveis explicações que poderiam ser no mínimo constrangedoras para os nossos filhos se recorrêssemos apenas à racionalidade. Por exemplo, quando os pais recorrem ao mito dacegonha, buscam dar a explicação para a indagação da criança supondo que o interesse dela é o mesmo que eles pensam como resposta: o sexo. O que a criança espera é uma reposta à sua pergunta sobre a sua origem, se ela é filha deles na verdade e não um tratado de sexologia. Recorremos a vários tipos de mitos, como o Papai Noel e Coelhinho da Páscoa, ou a mitos de "heróis", buscando tranqüilizarnossa realidade e nossos sentimentos. Num determinado momento, contudo, o mito não satisfará mais como resposta à criança que amadureceu e nem tampouco será coerente com a realidade que ela observa. Neste sentido, ela buscará uma explicação mais racional. Assim acontece com o homem na história do pensamento. No início, tudo era explicado através dos mitos, mas em determinado momento foi preciso umaracionalidade maior e surgiu a necessidade de uma explicação mais coerente e científica para os fenômenos.
O mito, portanto, pode ser compreendido como a primeira forma de explicação que o homem tem para os fenômenos que contempla e para as realidades em que se encontra e, cujas respostas, ele desconhece.
Mas, qual a definição de mito? Um olhar apressado pode levar-nos ao "olhar negativo" sobreo mesmo, no qual o mito aparece-nos apenas como sendo algo fabuloso, alegórico, sem realidade. Podemos ver, por exemplo, no mini-dicionário Silveira Bueno a seguinte explicação: fato, passagem dos tempos fabulosos, tradição que, sob forma de alegoria, deixa entrever um fato natural histórico ou filosófico; (fig.) coisa inacreditável, sem realidade (BUENO, 199-, p. 435). A definição não está...
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