Cirurgia bariatrica

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  • Publicado : 20 de junho de 2012
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Visto sob a perspectiva dos individuos, comer talvez seja o ato mais representativo da vida. Todo ser vivo precisa alimentar-se, e é pela forma de comer que se distinguem vegetais de animais e estes entre si.
No ser humano o ato de comer é o resultado da conjunção de fatores fisiologicos, emocionais, simbolicos e socioculturais. A forma de comer é um dos elementos que permite a caracterizaçao deculturas e de periodos historicos.
Entendemos por fenomelogia do comer o resultado final da integraçao dos grandes sensores (visao, audiçao, olfato,tato) com a fome, o apetite, o paladar, a saciedade, o status emocional, os desejos de comer, os processos de escolha do alimento e os mecanismos fisiologicos da mastigaçao, deglutiçao e digestao. Nesse contexto, os disturbios alimentaresrepresentam grandes desafios fisiopatologicos, dianosticos e terapeuticos.
Teoricamente a fome é o determinante do “quando comer”, o apetite “do que comer” e a saciedade do “quanto comer”. Seria otimo se isso fosse exatamente assim. Contudo, não é isso que se observa com pacientes apresentando obesidade. Essas sensações, mais que sensações puramente fisiologicas, são “sensações/sentimentos”, cujas relaçõesentre si e com o estado emocional da pessoa são complexas e, na maior parte das vezes, obscuras.
Obesidade, nediez ou pimelose (tecnicamente, do grego pimelē = gordura e ose processo mórbido) é uma doença na qual a reserva natural de gordura aumenta até o ponto em que passa a estar associada a certos problemas de saúde ou ao aumento da taxa de mortalidade.
A obesidade é o maior problema desaúde da atualidade e atinge indivíduos de todas as classes sociais, tem etiologia hereditária e constitui um  estado de má nutrição em decorrência de um distúrbio no balanceamento dos nutrientes, induzindo entre outros fatores pelo excesso alimentar. O peso excessivo causa problemas psicológicos, frustrações, infelicidade, além de uma gama enorme de doenças lesivas. O aumento da obesidade tem relaçãocom: o sedentarismo, a disponibilidade atual de alimentos, erros alimentares e pelo próprio ritmo desenfreado da vida atual. 
A obesidade relaciona-se com dois fatores preponderantes: a genética e a nutrição irregular. A genética evidencia que existe uma tendência familiar muito forte para a obesidade, pois filhos de pais obesos tem 80 a 90% de probabilidade de serem obesos.
A nutrição temimportância no aspecto de que uma criança superalimentada será provavelmente um adulto obeso. O excesso de alimentação nos primeiros anos de vida, aumenta o número de células adiposas, um processo irreversível, que é a causa principal de obesidade para toda a vida. Hoje, consumimos quase 20% a mais de gorduras saturadas e açúcares industrializados. Para emagrecer, deve-se pensar sempre, em primeirolugar, no compromisso de querer assumir o desafio, pois manter-se magro, após o sucesso, será mais fácil.
A obesidade pode ser definida em termos relativamente absolutos. Na prática, a obesidade é avaliada em termos absolutos pelo IMC (índice de massa corporal) e também pela sua distribuição na circunferência da cintura ou pela razão entre as circunferências da cintura e do quadril. Além disso, apresença de obesidade deve ser avaliada enquanto fator de risco cardiovascular e outras condições médicas que podem aumentar o risco de complicações
IMC
IMC, ou índice de massa corporal, é um método simples e amplamente difundido de se medir a gordura corporal. A medida foi desenvolvida na Bélgica pelo estatístico e antropometrista, Adolphe Quételet.[1] É calculado dividindo o peso do indivíduoem quilos pelo quadrado de sua altura em metros.
Equação: IMC = kg / m2
Onde kg é o peso do indivíduo em quilogramas e m é sua altura em metros.
As atuais definições estabelecem a seguinte convenção de valores, acordada em 1997 e publicada em 2000:[2]
IMC | Classificação |
< 18.5 | Abaixo do peso |
18.5–24.9 | Peso normal |
25.0–29.9 | Sobrepeso |
30.0–34.9 | Obesidade grau I |...
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