Centro comunitario

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Direcção-Geral da Acção Social
Núcleo de Documentação Técnica e Divulgação

Catarina de Jesus Bonfim Maria Eugénia Saraiva Maria João Curto Maria de Lurdes Abrantes Sofia Palacin Ferreira

Centro Comunitário

Lisboa, Setembro de 2000

Ficha Técnica
Autor: Catarina de Jesus Bonfim Maria Eugénia Saraiva Maria João Curto Maria de Lurdes Abrantes Sofia Palacin Ferreira Editor:Direcção-Geral da Acção Social Núcleo de Documentação Técnica e Divulgação Colecção: Guiões Técnicos, Nº 15 Plano gráfico e capa: David de Carvalho Impressão:

Tiragem: 500 exemplares
Setembro/2000 ISBN 972 - 98706 - 0 - 8 Depósito Legal nº

INDICE ÍNDICE
NOTA PRÉVIA NOTA Introdução 1 - Definição 2 - Pressupostos 3 - Objectivos
3.1 Objectivo geral 3.2 Objectivos específicos 5 7 7 7 10 10 10 10 11 11 1215 15 16 16 17 19 21 33 35

4 - Âmbito 5 - Funcionamento
5.1 Requisitos 5.2 Actividades 5.3 Recursos humanos

6 - Localização 7 - Instalação
7.1 Programa técnico-funcional

ANEXOS
1 2 3 4 Lista das actividades agrupadas segundo grupos funcionais Fichas síntese Lista de espaços Área referencial para construção tendo em conta as actividades principais

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NOTA PRÉVIA PREVIA
O centrocomunitário elege como alvo prioritário da sua acção a família e a comunidade, sem perder de vista a situação particular e específica de cada pessoa. Tem como princípio essencial a organização de respostas integradas, face às necessidades globais das populações, numa função de carácter preventivo e de minimização dos efeitos de exclusão social, assumindo-se também como agente dinamizador daparticipação das pessoas, famílias e grupos sociais, factor de desenvolvimento local, social e de promoção da cidadania. O centro comunitário constitui uma resposta social cuja metodologia de intervenção assenta, essencialmente, em princípios-chave que devem orientar o seu funcionamento de forma a tornar-se um verdadeiro pólo de desenvolvimento social e dinamizador das solidariedades locais. As ideiasforça que o orientam são: n Eleger a pessoa e a família como primado das acções e protagonistas essenciais do seu desenvolvimento; n Recusar a visão parcelar dos problemas para privilegiar a abordagem global da comunidade; n Privilegiar o trabalho em rede pela via da articulação institucional, constituindo, ao nível de um determinado território, um sistema de parcerias na base da co-responsabilidadee da cooperação, via para a rentabilização e potenciação de recursos. O centro comunitário, polivalente e virado para o exterior, engloba um leque de actividades e respostas diversificadas, de acordo com as expectativas sociais e requer a coordenação adequada entre os vários parceiros intervenientes. Deve proporcionar uma integração social livre de clivagens que possibilite o desenvolvimento denovas formas de viver e estar, baseadas nomeadamente, na informação, animação, motivação, conhecimento, apoio, afecto, responsabilização e acção, promovendo novas formas de solidariedade. O centro comunitário poderá desempenhar um papel fundamental para a consolidação e criação de laços a nível local, do bairro, do grupo, e assim reforçar o “laço social” onde são vividas as relações e onde podemser descobertas as soluções.

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Introdução
A caracterização da sociedade actual sugere a necessidade de se encontrarem respostas sociais polivalentes que requerem a intervenção do maior número de parceiros e a participação e o empenho dos próprios interessados num processo sistémico, gerador de recursos e de mudanças. Neste contexto, o centro comunitário surge como uma estrutura, onde sedesenvolvem acções tão diversificadas quanto as necessidades sentidas pela população, não sendo apenas o somatório das actividades dirigidas a pessoas e grupos de diversas faixas etárias, mas uma modalidade integrada e global de responder aos problemas das pessoas e das famílias. A flexibilidade e o dinamismo que devem caracterizar o centro comunitário levam-nos a conceber um modelo adaptável ao...
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