Caso clinico

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  • Publicado : 16 de outubro de 2012
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Introdução

A exploração e análise do caso clínico apresentado pela docente, trata-se de um caso de uma jovem universitária de 21 anos, que frequenta o 3ºano da licenciatura em História de Arte.

O motivo da consulta apresentado é o facto de se sentir triste e perdida.

Informações recentes importantes:

• Desiludida com o curso que frequenta e indecisão em relação ao seu futuroacadémico;

• Pondera várias hipóteses mas não tem certezas que essas hipóteses a possam satisfazer;

• Frequentar as aulas é cada vez mais difícil;

• Falta de auto-estima e de auto-creditação nas suas capacidades;

• Não gosta nem se sente confortável a trabalhar ou conviver em grupo;

• Sente dificuldades em respirar quando vai para as aulas (ansiedade);

• Apesarde todos estes acontecimentos negativos, o ano passado obteve bons resultados;

• Afirma que “sofro muito com tudo”;

• Diz que a responsabilidade que sente se intensificou mais nos últimos dois anos;

• O seu pai faleceu a dois anos de forma repentina (mas o seu comportamento actual antecede a morte do seu pai);

• O pai era distante do núcleo familiar, sendo a mãe sempreo grande pilar da família;

• Mantém uma relação de forte proximidade com a mãe;

• A mãe acompanha-a para todo o lado, até para as consultas;

• A Lúcia não gosta de fazer nada sem o conhecimento da mãe, nem comprar uma peça de roupa sozinha, tendo medo de se arrepender;

• Afirma que tem poucos amigos (e rejeita os seus convites para saídas);

• Por um lado afirmaque gostava de ser uma rapariga “normal” (relações sociais), mas por outro lado, gosta e sente-se bem na companhia da sua mãe;

• Fala sempre destes assuntos de uma forma muito emocionada.

O grande objectivo da psicoterapia nestes casos é estabelecer uma confiança profunda, fazendo com quem a Lúcia se oriente para a maturidade e para a sua própria adaptação.

A terapia vai servir paralibertar uma maturação e um desenvolvimento normais, para remover obstáculos que o impeçam de avançar, assim como, acentuar mais convictamente os elementos emotivos da vida da Lúcia, os aspectos afectivos da situação, do que os aspectos intelectuais.


1. Fases características do processo terapêutico



a) A Lúcia veio procurar ajuda. É uma das fases mais importantes da terapia; Seaceitou a própria responsabilidade de vir a consulta, aceita também a responsabilidade de trabalhar sobre os problemas.

b) A situação de ajuda está bem explicita no caso da Lúcia. Desde o inicio que temos de esclarecer como terapeutas que não somos nós a ter as respostas, mas que a situação em sí oferece um lugar onde ela pode, auxiliada, elaborar as soluções para os seus próprios problemas;Exemplo: devemos sempre colocar a paciente a vontade para ser ela própria a decidir o que quer fazer, exemplo de possível contacto no fim da primeira consulta.




Terapeuta: Quer vir na próxima semana à mesma hora?

Lúcia: Sim, estou de acordo.

Terapeuta: Isso é consigo.

Lúcia: Comigo?

Terapeuta: Eu estou aqui. Sentir-me-iasatisfeita por poder fazer alguma cosia por si.

Lúcia: Muito bem penso que cá estarei.

Terapeuta: Muito bem.




c) O terapeuta estimula a livre expressão dos sentimentos em relação com o problema. O grande objectivo da terapeuta é fazer com que a Lúcia sinta que aquela hora é completamente sua e pode usa-la como quiser.

d) A terapeuta está apta a aceitar,reconhecer e clarificar os sentimentos negativos. Deve estar pronta a esclarecer esses sentimentos através da expressão verbal, sem procurar interpretar a sua causa ou discutir a sua utilidade. As frases seguintes descrevem um discurso correcto a aplicar na terapia com a Lúcia: «Quer corrigir esse defeito mas ao mesmo tempo não quer?». É através de frases como estas que descrevem os sentimentos da...
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