Cas ache

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ACHÉ: DEVERIA UM LABORATÓRIO NACIONAL FAZER DIFERENTE?

Case preparado pelo Prof. Frederico Araujo Turolla e Maria Fernanda Freire de Lima Maio/2007

Destinado exclusivamente ao estudo e discussão em classe, sendo proibida a sua utilização ou reprodução em qualquer outra forma. Direitos reservados ESPM.

www.espm.br centraldecases@espm.br (11) 5085-4625

ESTRUTURA

Introdução Perfil ecaracterísticas da indústria farmacêutica
Uma cadeia verticalmente integrada Há uma tendência a desintegração vertical? Ache integra para trás

O setor farmacêutico e os fitoterápicos
Breve histórico do setor farmacêutico Fitoterápicos e o Ache

Razões da integração vertical O Ache e a última etapa da cadeia produtiva Perspectivas Desafios Observação importante Bibliografiawww.espm.br/publicações

RESUMO

Este case fala sobre a indústria farmacêutica e aborda a decisão do Laboratório Aché de desenvolver o antiinflamatório Acheflan®, o primeiro medicamento totalmente pesquisado e desenvolvido no Brasil.

PALAVRAS-CHAVE Indústria farmacêutica, pesquisa e desenvolvimento, integração e desintegração vertical, medicamento.

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INTRODUÇÃO Já se ouviue leu diversas versões de como o empresário Victor Siaulys, um dos donos do Laboratório Aché, pensou e resolveu desenvolver o antiinflamatório Acheflan®, primeiro medicamento totalmente pesquisado e desenvolvido no Brasil. Uma delas conta que, por causa de uma lesão recorrente no joelho, um colega do time de futebol de areia de Monguaguá no litoral paulista, lhe recomendou passar no localmachucado uma erva milagrosa capaz de curar qualquer contusão. Outra fala de uma contusão no ombro jogando tênis no Guarujá, também no litoral paulista, onde aplicou uma solução caseira de erva-baleeira ou maria milagrosa encontrada originalmente nas regiões de Mata Atlântica, ou que comprou anos antes, de índios Caiçaras, uma garrafa que continha um líquido que curava inflamações. O fato é que, em 2001,o Aché encontrou o princípio ativo da Cordia Verbenácea, nome científico da planta que serviu de base para o remédio o Acheflan®, lançado em 2005. Filho de imigrantes lituanos em São Paulo, e movido pela demissão injusta de seu pai, então operário da Matarazzo, resolveu, menino ainda, ser advogado trabalhista, como de fato o é, quando crescesse. Na pós-adolescência, dos 15 aos 18 anos, trabalhouna banca de peixe do pai e sonhou também em ser um empreendedor. Em 1965, criou a sua primeira empresa, a Prodoctor, especializada na comercialização de produtos farmacêuticos. Um ano depois, com mais dois sócios, adquiriu o Laboratório Aché. Além do Aché, Victor Siaulys possui o Hotel Unique em São Paulo, o Spa Unique Gardens de Atibaia no interior do estado e a Laramara, menina de seus olhos,uma instituição para deficientes visuais que fundou depois da experiência de ter se tornado pai de uma menina cega, terceira filha depois de dois meninos.

de medicamentos, poupam-se cerca de US$ 3,65 em despesas hospitalares. No Brasil, o setor reúne cerca de 700 estabelecimentos produtores de medicamentos para uso humano1, dos quais 55% estão voltados à produção de medicamentos alopáticos e 45%à produção de medicamentos fitoterápicos. Da quantidade vendida em 2005, 45,3% foi produzida por laboratórios de capital nacional, significando 39,2% do faturamento total da indústria. Estes resultados apresentam um avanço frente ao ano de 2001, quando a participação dos produtores de capital nacional na quantidade vendida era de 34,1% e, no faturamento, de 31,8% . Mesmo com a oscilação dasquantidades vendidas, o faturamento da indústria farmacêutica vem crescendo nos últimos anos, mostrando a existência de um forte potencial de crescimento, tanto no mercado interno quanto no externo. Na indústria farmacêutica, os investimentos em P&D são significativos, podendo chegar a mais de um quinto das receitas totais dos laboratórios, enquanto a média dos investimentos das demais indústrias...
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