Carreira bem sucedida

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  • Publicado : 5 de setembro de 2012
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Qual o segredo de uma carreira bem sucedida?

Não existem receitas prontas, mas na briga para alçar cargos, jovens executivos saem constantemente em busca do mapa da mina e profissionais experientes lutam para manter-se atualizados. Um bom guia de empregabilidade pode ser a pesquisa A Contratação, a demissão e a carreira dos Executivos Brasileiros 2001, realizada pelo renomado Grupo Catho,empresa de recrutamento e recolocação. Feita a cada quatro anos, o estudo define o perfil dos executivos brasileiros. Esta última edição, finalizada nesta semana, ouviu 9.174 profissionais de diversos níveis, de presidentes a supervisores, que responderam um questionário de 32 páginas com 257 perguntas.

O trabalho mapeia a situação de homens e mulheres nas mais diversas áreas. Ele identifica, porexemplo, 17 fatores que fazem diferença na hora de calcular o salário de um executivo. Fluência na língua inglesa, por exemplo, pode significar um acréscimo mensal de R$ 1.058,35 na vida de um diretor. Contribuir por aumentar o faturamento da empresa pode render mais
R$ 885,63 por mês. E um salto no grau de escolaridade pode significar mais R$ 677,66 no salário.

Cresça e apareça

Paraalcançar bons cargos, até a altura se tornou um trunfo. Pode parecer brincadeira, mas na Universidade da Pennsylvania, EUA - Nicola Persico, Andrew Postlewaite e Dan Silverman, pesquisadores em economia, mostraram que pessoas com estatura acima da média chegam a ganhar 15% mais do que pessoas mais baixas. A pesquisa Catho, aponta resultado semelhante no País. "Dentre os diretores, por exemplo, aaltura girava em torno de 1,77m, enquanto que os presidentes registraram uma média de 1,83m", explica Thomas Case, presidente da Catho e responsável pela pesquisa. Aos olhos de outros hesdhunters, o motivo mais provável para tal constatação está ligado às teorias da psicologia social que dizem que o domínio de uma relação interpessoal é determinado pela altura. Para Simon Franco, presidente para aAmérica Latina da TMP Worldwide Executive Search, a postura dos profissionais é reflexo direto de sua auto-estima. "Eles são mais altos, mas isto não basta. É preciso investir em educação/formação", alerta.

O custo da experiência

A idade é um dos fatores que mais afetam a carreira. A cada cinco anos de vida, um diretor ganha mais R$ 558,65. Por isso os executivos estão cada vez mais jovens.Em 1997, mais de 30% dos entrevistados estavam acima da casa dos 45 anos. Esse valor caiu para menos de 10%. "Na maioria dos quesitos, os empresários se mostraram bastante tolerantes na hora da contratação, menos com relação a idade", afirma Case. O real motivo para descartar os funcionários acima de 45 anos é a relação custo benefício. "Não compensa. Este sujeito custa o dobro de um executivo de20, 30 anos - e muitas vezes produz menos." Mas Case garante que o fato não assusta os mais maduros. "Hoje, eles estão se preparando para o dia que deixarão a empresa. Eles são precavidos: cerca de 21% dos executivos tem um negócio paralelo, outros 11% dão aula. Eles já estão prontos para o dia que receberão o cartão vermelho.

Guerra dos sexos

O exército feminino continuaavançando no mercado de trabalho, apesar de ganhar menos. Um diretor homem pode receber até 17,6% mais que uma mulher. Mas a diferença de remuneração entre os dois sexos, que era de 17% em 1997, agora está em 10,3%. "Eu acredito que as mulheres alcançaram um patamar muito cômodo no mercado de trabalho. Esta pequena diferença no salário delas faz com que tenham preferência na hora da contratação.
É porisso que a inserção da mulher no mercado de trabalho tem aumentado tanto", explica Case.

A importância da escola

Um dado salta aos olhos no estudo da Catho: o grau de escolaridade. Ele tem forte influência na formação dos executivos, mas mesmo assim, 20,35% dos executivos não investem na própria educação. Quanto à especialização, 87% deles não investem na carreira. Apenas 17%...
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