Carandiru

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  • Publicado : 23 de abril de 2013
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Aluna: Kamila Priscila dos santos silva
Direito Unieuro asa sul - matutino
CPD:474496
Resenha do livro: Estação Carandiru Autor: Drauzio Varella.

Dráuzio Varella iniciou um trabalho voluntário, na Casa de Detenção de São Paulo, o maior presídio do Brasil, voltado às doenças mais temidas pela sociedade, como a AIDS, perpetuando suas pesquisas e laboratórios neste ramodurante o período do livro. Além de médico, formado pela Universidade de São Paulo, Dráuzio acabou se tornando um certo antropólogo, assim reconhecido pelos que leram seu livro, pelo fato tratar o caso de uma maneira mais sociológica do que relacionar as situações à área médica. O livro Estação Carandiru, traz em suas entrelinhas, a transparência do autor ao expor as mais diversas situações defrustração, violência, frieza e morte, logo consegue envolver-nos com uma imensa facilidade. É a poesia de um universo desconhecido aliada à falta de informação dos que não fazem parte do sistema carcerário, ou mesmo daqueles que sequer viram, ou ouviram falar em uma penitenciaria de segurança máxima.
O livro começa viajando pelos sete pavilhões, que são bem organizados pelos detentos daquelecentro de detenção que abrigava mais de sete mil e duzentos presos. As numerações destes pavilhões não seguem o padrão, foram determinadas aleatoriamente e a imagem do local é refletida de imediato na imaginação do leitor. A rotina de quem vive neste conjunto de presidiários não muda. Os carcereiros noturnos fazem a contagem de cela por de cela com para ver se algum detento fugiu ou morreu. Logodepois é servido o café da manhã na própria cela, dando força e estímulo para enfrentar o tão sagrado banho de sol e o dia de trabalho e atividades.
Os presos recém-chegados, apresentando funções mais burocráticas representam o pavilhão de número dois, lá eles tinham sua imagem registrada por uma fotografia, aprimorada por uma calça de cor bege e um corte de cabelo. Há no pavilhão denúmero quatro, uma galeria cujas celas são identificadas com um cartão “DM”, que significa doentes mentais, para aqueles que apresentam estas necessidades, nem sempre supridas com atenção, uma vez que a penitenciária não conta com um serviço especializado em psiquiatria, passando a realizar um tratamento igualitário para todos. Lá também se concentram os que foram expulsos por maus procedimentos ouem derrota em disputas pessoais, além dos condenados por estupro, que para eles é um ponto bastante delicado.
Quando se fala em estupro no livro, me ponho no lugar daqueles que tem a identidade roubada, a vida e a felicidade comprometida, a virgindade e a integridade sexual afetada, em atos de desrespeito e frieza desses, sonhos de vida que já não mais será igual com essaslembranças. Esta sexualidade, que fora da cadeia não representa algo de tamanha importância para alguns, dentro do Carandiru é de extrema moral. É inviolável. Para a grande maioria dos detentos, um local onde se recebe pessoas de grande importância, como a mãe, a mulher e os filhos, não pode ser um pavilhão como este. Por este motivo, eles preferem se encontrar no Amarelo, que é um setor consideradoespecial, mesmo tendo uma grande quantidade de delinqüentes concentrados,
esta preocupação com a sexualidade não ocorre somente em dias de visita, as também durante o banho coletivo, o autor observou que todos entravam com as costas encostadas nas paredes. Ele chegou mesmo a comentar com seu Manoel, um dos meliantes, que deu uma simples e clara explicação para tal atitude de todos: “ladrão nunca fica debunda para os outros, doutor”. mas hora de cometer o ato obsceno antes de ser preso, ladrão nenhum se preocupa com quem está atrás, a não ser a polícia. A ala dos travestis era altamente respeitada, lá dos oitenta e oito presos, setenta e oito por cento tinham o vírus HIV.
Dráuzio apresenta o pior pavilhão em estado de conservação, o de número cinco, com os integrantes da...
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