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Universidade Estadual de Londrina – UEL







O Príncipe

Nicolau Maquiavel








Victória Pedro Corrêa



Ciências Sociais, 1º Semestre Noturno



Nos capítulos I, II, III, VI, VII, VIII, IX da obra O Príncipe de Nicolau Maquiavel pode-se perceber a preocupação do autor em explicar as formas que o Príncipe(governante) possa chegar ao poder e também formas para que possa nele se manter.

No decorrer dos capítulos o autor expõe sua visão crítica sobre governos que não deram certo, apontando os erros de cada governante. Além de apontar erros, ele sugere com muita firmeza ideias que a seu ver são consideradas infalíveis. Então aponta vários fatos de tentativas de governo fracassadas, e a partir de seuconceito justifica o motivo de tal fracasso.

Maquiavel em sua obra distingue aqueles que governam por fortuna, herança ou crimes e depois ensina o governante a obter a confiança de seu povo, ou de povos conquistados. E faz isso apresentando distintas e sequenciais alternativas.

Na distinção dos príncipes, ele cita o principado hereditário que é dado através do sangue real, ou dafortuna material. Nesse caso devem tomar mais cuidado com as revoltas populacionais, pois esse o povo o tem como governante sem sua vontade. Este chegou ao poder com pouca fadiga, mas precisará de muito esforço para nele se manter. Já aquele que se torna governante por virtude, ou fortuna espiritual e moral, têm dificuldade para conquistar o principado, porém facilidade para conservá-lo. Existemtambém os que se tornam príncipes através de crimes, estes por sua vez, segundo o autor são e serão sempre perigosos e também temidos devido a sua imprevisibilidade. Não confiam em ninguém assim como não terão a confiança de seu povo, de seu exército e nem daqueles que mais proximamente o rodeiam. Os governantes criminosos, devido à falta de escrúpulos conquistam o poder, mas não a glória. Há tambémo principado civil, que se dá quando um cidadão privado é lançado líder a favor do povo ou dos poderosos. O povo que não gosta de ser mandado e nem oprimido pelos grandes lançam o príncipe. E os poderosos que não acham possível resistir ao povo, e acabam escolhendo um fantoche para por trás das cortinas guiarem o novo príncipe. Aquele que chega ao principado com a ajuda dos grandes se mantém commais dificuldade do que aquele que emana do povo.

Quando o autor começa a descrever e exemplificar as formas de como o governante conseguirá se manter no poder ele mostra que deverá não ter o amor de seu povo, mas o temor. Isso fica bem claro em uma passagem do capítulo VII que o príncipe deu amplos poderes para que Ramiro de Orco pudesse conter as revoltas e a desunião da Romanha. Homemesse de imensa crueldade que colocou medo no povo e o Reino nos trilhos. Depois o governante tirou-o do poder e o poder de suas mãos, matou-o e expôs seu corpo cortado em dois pedaços em praça pública. Alegou que a crueldade tinha partido de Ramiro e se saiu herói com o Reino organizado.

Diz também que as ofensas devem ser feitas de uma só vez, porque assim ofendem menos. E que osbenefícios devem ser feitos pouco a pouco, pois assim além de amenizar a dor das ofensas serão lembrados por tempo mais prolongado.

No que se refere a introduzir novas regras temos uma área bem ampla, começando pelo principado hereditário em que o príncipe deve tomar cuidado para não agir de forma arcaica e sem pensar na evolução e desenvolvimento social. Pois este está em constante mudança, eessa contemporização, ou até mesmo dita flexibilidade o fará bom aos olhos do povo. Depois pode-se fazer referência às terras conquistadas que devem ser tratadas com certa fragilidade, até porque estas vêm de um outro regime que por sua vez possui outros costumes. O autor expõe duas situações, a primeira em que o povo conquistado tem costumes semelhantes ao imposto pelo conquistador, esta parece...
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