Camara clara

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Câmara Clara
Ciências da Artes e do Património
Eduarda Sofia Cepeda Pinto, nº 5821
FBAUL, 2011

Introdução
Este trabalho tem como finalidade fazer uma analise e critica ao livro de Roland Barthes, “Câmara Clara” em que a temática principal da obra, consiste em saber explicar o significado e a finalidade da fotografia.
Barthes foi teórico literário, filosofo, critico e semiólogo e aolongo da sua carreira publicou vários livros, começando na filosofia até à semiologia e mitologia.
A principal razão de escrever o livro “Câmara Clara” foi o fascínio que teve pela fotografia, por esta demonstrar os eventos reais através do papel fotográfico. Ele tenta explicar que uma imagem pode apresentar vários significados através dos seus signos/símbolos.
Após a morte da sua mãe, RolandBarthes começa a escrever o livro “Câmara Clara” e utiliza as fotografias de sua mãe, quando ela era uma criança, para poder explicar o significado “único” dos seus sentimentos ao ver essas mesmas fotografias.
Sendo assim, podemos afirmar que “Câmara Clara” é uma reflexão sobre as relações complicadas entre a subjectividade, o significado e a cultura social. Fazendo também uma dedicação à sua mãe,descrevendo a profunda dor pela sua perda.

Desenvolvimento
Roland Barthes divide o seu livro em dois capítulos e vários subcapítulos. No primeiro capítulo, Barthes faz um estudo completo sobre a fotografia, a sua história, a definição da mesma e as suas características. No entanto, no segundo capitulo, o autor já faz uma intervenção sobre as fotografias de sua mãe, analisando-as com asteorias e características descritas no capítulo anterior.

1. Primeiro Capítulo
No primeiro capítulo, Barthes começa por explicar a fotografia nas varias áreas da ciência, classificando-a de forma diferente, como empíricas (que envolvam os profissionais e os amadores), retóricas (a captação de paisagens, objectos, retratos e nus) e estéticas (se é realismo ou pictorialismo), observando sempre, oexterior do objecto.
O autor afirmava que não se podia dar uma definição concreta à fotografia, só sendo possível relatar o que estava presente na imagem e quanto mais a queremos descrever, menos se consegue arranjar uma definição para essa mesma imagem, pois o espectador tem a sua própria opinião perante a fotografia, conforme os signos estão apresentados e disponíveis.
Para Barthes, afotografia possui duas linguagens distintas: uma expressiva e a outra critica e estas linguagens estão inseridas em vários discursos, tais como a semiologia, entre outros.
Ele, também dividiu a fotografia em três praticas: o “Operator” que é o fotografo; o “Spectator” que é o espectador e o “Spectrum” sendo nesta ultima pratica, que afirma existir uma relação com o espectáculo e o define como o“regresso do morto”, isto é, a pessoa representada na imagem da fotografia imóvel e sem vida. O fotografo tenta os possíveis para que a sua fotografia não tenha esta relação de Morte, pois a fotografia poderia deixar de ser “interessante” ou “fascinante” para a sociedade.
Baseando nas praticas referidas anteriormente, o autor explica a relação do espectador com a imagem da fotografia ou até mesmo quandoalguém está perante o Operator e explica, baseando num exemplo que Barthes dá de quando foi fotografado, que tenta ser o mais natural possível, evitando qualquer tipo de poses forçados, pois assim a fotografia deixava de ter o seu entusiasmo. Ao mesmo tempo, quando a pessoa faz os seus “truques subtis” torna-se num objecto, pois está a ser alvo do fotografo.
Ao dar o exemplo que referiuanteriormente, também faz uma relação com o retrato pintado, afirmando que a pintura e a fotografia são duas ligações diferentes, embora uma se possa parecer com a outra.
Roland Barthes começa a explicar que o que está presente nas fotografias faz-lhe despertar um enorme interesse por elas e quais os sentimentos que essas mesmas imagens lhe transmitem. Em primeiro lugar, as imagens tinham que lhe...
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