Resenha

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  • Publicado : 1 de junho de 2012
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A Era do Vazio
(L’ère du vide: essais sur I’individualisme contemporain)
LIPOVETSKY, Gilles. A Era do Vazio: Ensaio sobre o individualismo contemporâneo. Barueri: Manole, 2005.1-16pp.

Gilles Lipovetsky é um pesquisador e filósofo social, professor da Universidade de Grenoble na França. É conhecido como teórico do individualismo e intérprete da era moderna; escreveu diversos livros, dentreeles podemos citar “O império do efêmero”, “A sociedade pós-moralista”. Lipovetsky é um dos principais responsáveis pela popularização do conceito de pós-moderno, que será abordado na resenha deste livro. Sua obra trata da condição do homem moderno na atualidade que segundo ele, vive na era do individualismo e consumismo, perdido em meio ao excesso de informações e valores.
O primeiro capítulo dolivro Vazio e comunicação na era do pós tudo é a Apresentação feita por Juremir Machado o qual explica o conceito de vazio. Juremir diz que Lipovetsky não é um autor do pessimismo como os escritores da escola de Frankfurt, que veem em seu estado cultural o pior dos mundos a uniformização, alienação, perda da capacidade crítica.
Juremir Machado explica que o nome Vazio é o tempo da comunicação. Ovazio é a pós-modernidade é o rearranjo das formas de controle: a manipulação cede lugar à sedução; a imposição transforma-se em conquista. A sociedade moderna é conquistadora, acredita no futuro, na ciência, na técnica. A pós-modernidade consagrou a possibilidade de viver sem sentido, mas crer na existência de múltiplos sentidos. Para Lipovetsky culturalmente e moralmente não somos mais os mesmos.O vazio representa um novo conteúdo da hipermodernidade cheia de novos significados,
No Prefácio Lipovetsky a ideia central é o processo de personalização. Suas ideias se voltará para explicar o enfraquecimento da sociedade, dos costumes, do individuo contemporâneo da era do consumo de massa. Para ele estamos numa nova fase na história do individualismo ocidental. O autor considera o conceitode personalização como um correspondente ao estímulo a uma sociedade baseada na informação e no estímulo das necessidades. Menos controle e mais flexibilidade das relações humanas levando cada vez mais para o espaço público as emoções privadas e mais íntimas.
O processo de personalização procede de uma perspectiva comparativa histórica, determina o senso do novo, o tipo de organização e controlesocial que nos liberta da ordem disciplinar convencional. Negativamente o processo de personalização remete a ruptura da sociedade disciplinar e positivamente corresponde ao agenciamento de uma sociedade flexível baseada na informação e no estimulo das necessidades. Esse processo opera de forma a reorganizar os comportamentos não mesmo pelos detalhes, mas com o máximo possível de desejo.
Asinstituições se guiam pelas motivações e desejos e todas as ações serão pautadas nos valores hedonistas, culto a liberdade aperfeiçoando a liberdade íntima e legitimação do prazer. O ideal moderno é a manifestação da ideologia individualista; a personalização subordina o individuo a regras racionais coletivas e que promove um valor que é fundamental, o da realização pessoal e o respeito à singularidadeobjetiva, da personalidade incomparável, o direito de ser a si mesmo aproveitar a vida ao máximo.
A sociedade pós-moderna apresenta valores findados no consumismo, estamos destinados a consumir cada vez mais. Juntamente com a mídia o consumismo faz parte da cultura pós-moderna, identificável pela busca da qualidade de vida, paixão pela personalidade entre outros.
O narcisismo é a principalestratégia da modernidade. O homem passa a se valorizar cada vez mais, Lipovetsky diz ainda que o homem do vazio centraliza seus desejos e prazeres no próprio “Eu”. O processo de personalização contribui para essa promoção do narcisista, individualismo total sem dispensar o papel fundamental da comunicação e da mídia.
No terceiro capitulo “A sedução não para”, Lipovetsky definiu a sociedade...
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