Camara clara

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  • Publicado : 14 de abril de 2013
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No livro A Câmara Clara, Roland Barthes, teve conceitos úteis para qualquer pesquisador que se envolva com o universo das imagens fotográficas. Nesta obra Barthes estabelece uma relação entre acâmera clara, onde a imagem para ser reproduzida necessita da mão do homem, e a câmera obscura que produz uma imagem ligada ao referente através de sua emanação luminosa.
Barthes, logo no início de seutexto, nos antecipa as dificuldades metodológicas enfrentadas por quem deseja analisar a fotografia.
Em seu texto possui um tom pessoal, ainda que crítico, em relação à imagens, fotografias selecionadas,fotografias em geral, arte, verdade e real.
Segundo Barthes, a fotografia pode ser objeto de três práticas:

fazer: fotógrafo/ operator
suportar: spectrum/ espetáculo/ espectro
retorno domorto olhar: spectator

Para o autor, fotografias são sempre invisíveis, pois sempre vemos o seu referente em
Detrimento da fotografia em si. Na medida em que o autor traça considerações sobrefotografias buscando diferenciá-las dos outros tipos de imagens, sente a força da desordem e do acaso que impregna a foto, por essa ser, segundo ele, uma arte pouco segura.
Após a escolha pessoal dealgumas fotografias, Barthes passa a elaborar uma fenomenologia particular, comprometida com temas antes desconsiderados, como o afeto, o gosto pessoal que está presente na fotografia, desde sua gêneseenquanto imagem, até a circulação das mesmas. Assim, ele define algumas categorias:

Studium: gosto de alguém, culturalmente perceptível. Reconhecer o studium é encontrar as intenções do fotógrafo,compreendê-las, discuti-las.

Punctum: aquilo que parte da cena e traspassa, fere, punge, mortifica o
spectator.

Choque fotográfico: revela aquilo que estava tão bem oculto e do qual o
próprioator estava ignorante ou inconsciente.

O spectator é o ponto de referência de qualquer foto, e essa atesta, segundo Barthes, que o que é visto de fato existiu (referência). Seu sentido é pleno, à...
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