Brasil

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  • Publicado : 2 de abril de 2013
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Brasil é o 5º País com mais médicos do mundo, mas distribuição é desigual
O Brasil é um país marcado pela desigualdade no que se refere ao acesso à assistência médica. Uma conjunção de fatores – como a ausência de políticas públicas efetivas nas áreas de ensino e trabalho, assim como poucos investimentos – tem contribuído para que a população médica brasileira, apesar de apresentar uma curvaconstante de crescimento, permaneça mal distribuída pelo território nacional e com baixa adesão ao trabalho na rede do Sistema Único de Saúde (SUS), especialmente nas áreas de difícil provimento.   Estas são algumas das conclusões do segundo volume da pesquisa Demografia Médica no Brasil: cenários e indicadores de distribuição, desenvolvida pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) em parceria com oConselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp), e coordenado pelo pesquisador Mario Scheffer, que também é ativista no campo da Aids e preside o Grupo Pela Vidda de São Paulo. A pesquisa será apresentada oficialmente à imprensa em coletiva na sede do CFM, no dia 18 de fevereiro, às 11h00.
Entre os principais dados trazidos pela pesquisa estão a distribuição dos médicos no País. Emoutubro de 2011, os registros apontavam um total de 371.788 médicos em atividade no Brasil, tendo havido um grande crescimento entre as décadas de 1970 e 1980. Em 1970 havia 58.994 médicos, número que cresceu 530% até 2011, ao passo que a população cresceu 104,8%. A pesquisa destaca que a escalada dos médicos se dá num cenário onde as mulheres e os mais jovens tendem a ser maioria. A média é de1,95 médico por 1.000 habitantes no País.
“O Brasil assistiu a um crescimento exponencial histórico do número de médicos em atividade e conta hoje com substancial reserva de profissionais em atividade, resultado da conjunção de vários fenômenos: maior crescimento da população de médicos do que a população em geral, maior entrada do que saída de médicos do mercado de trabalho, aumento expressivo naoferta de vagas e cursos de Medicina; juvenização da Medicina, com consequente aumento da ‘sobrevida’ profissional; e multiplicidade de vínculos e longa jornada de trabalho”, conclui a pesquisa.
O estudo nacional mostra também a concentração de médicos nas capitais e grandes centros. As capitais do país têm uma tendência de manter taxas de médicos por 1.000 habitante acima de 5, quando a razãonacional é de 1,95. No entanto, há grandes desigualdades regionais nessa distribuição. A região Sudeste tem 2,61 médicos por 1.000 habitantes, e os estados com a maior concentração são o Distrito Federal (4,02) e o Rio de Janeiro (3,57), enquanto o Pará tem apenas 0,83 médicos por mil habitantes e o Maranhão 0,68.
Setor privado e setor público
No conjunto do país, são 46.634.678 usuários de planosde saúde, segundo dados de 2011 da Agência Nacional de Saúde Suplementar. A pesquisa AMS-IBGE, por sua vez, contou 354.536 postos de trabalhos médicos em estabelecimentos privados. Significa que para cada 1.000 usuários de planos no País, há 7,60 postos de trabalho médico ocupados. Esse índice cai para 1,95 quando se faz a razão entre postos ocupados nos estabelecimentos públicos.
Um índicecriado para a pesquisa mostrou também que há proporcionalmente muito mais médicos à disposição de usuários privados que de usuários exclusivos do SUS. No geral, a desigualdade entre público e privado é menor nas capitais que no conjunto do estado.
Para cada médico registrado verifica-se o crescimento de 1,35 médico ocupando posto de trabalho no setor público. No setor privado o índice é de 1,86.Assim, cresce a hipótese de que, diante do aumento da população médica, haverá maior concentração de profissionais em exercício no setor privado, acentuando a desigualdade público/privado no Brasil.
Especialidades  
Dos 371.788 médicos brasileiros em atividade, 55,1% são especialistas. Os demais 44,9% são generalistas. A razão no país é de 1,23 especialista para cada generalista. O Sul tem o maior...
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