Biografia max weber

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  • Publicado : 14 de março de 2013
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MAX WEBER







Max Weber nasceu em 21 de abril de 1864. Sua mãe, Helene Weber, esforçou-se sempre por imprimir no filho o timbre da sua concepção severamente protestante do mundo. Na casa paterna, Weber teve oportunidade de conviver com as figuras de renome no mundo político e intelectual que habitualmente a freqüentavam, num prenúncio do círculo de freqüentadores da suaprópria casa na sua maturidade, quando entre seus amigos se incluíam figuras tão estimulantes e diversas entre si como Georg Simmel e Georg Lukács.

Durante toda a vida teve a atenção dividida entre a atividade intelectual e a participação prática na vida política alemã, embora nessa segunda área ele não tenha chegado a ocupar qualquer posição oficial.

Sua dedicaçãoexplícita à Sociologia somente ocorreu na fase final de sua vida, embora suas contribuições básicas nessa área já estivessem prontas em 1913. Sua obra não é o resultado de um fluxo contínuo e regular de trabalho, mas de períodos de concentração e produção extremamente intensivas.

Após sua morte, em 14 de junho de 1920, a sua viúva Marianne Weber, que também se dedicava ao trabalhointelectual e participara do movimento feminista da época, organizou muito do material disperso por ele deixado e promoveu a sua publicação, além de redigir uma extensa biografia de Max Weber, publicada em 1926, e que por muito tempo constituiu a única fonte de consulta nessa área.

Weber procura mostrar como a cultura antiga decai em conseqüência de uma lenta erosão das suas bases, quesão sociais no sentido amplo do termo, visto que a análise se concentra sobre processos econômicos e políticos para examinar como se desagregam as instituições básicas do mundo antigo: as cidades, a organização escravista do trabalho e o comércio exterior costeiro.

À primeira vista a postura assumida por Weber apresenta-se aqui como se fosse meramente contemplativa. O declínio deuma velha cultura é um espetáculo grandioso, digno de ser reconstruído pela pesquisa histórica; mas o seu interesse é estritamente histórico.

Esse é o ponto: o que vem a ser um interesse histórico? Tudo indica que Weber está tão preocupado com marcar suas diferenças tanto em face das interpretações que buscam causas externas para o processo examinado quanto de qualquer concepção queenvolva as idéias de “progresso” ou evolução objetiva do decurso histórico (entre as quais ele inclui o materialismo histórico), que ele acaba não se dando conta de toda a amplitude desse tema, que muito o ocuparia mais tarde.

Falar num estrito interesse histórico por um evento ou processo implica, afinal, levantar a questão da presença desse próprio interesse. E isso só éreforçado pela idéia weberiana, já implícita nesse texto, de que, não havendo uma linha unívoca nem um curso objetivamente progressivo no interior da História, cabe à pesquisa histórica tratar do que é particular,daquilo que permite identificar na sua peculiaridade uma configuração cultural e buscar explicações causais para essa particularidade. Essa questão somente viria a ser examinada a fundo porWeber em 1904, no ensaio sobre a objetividade nas ciências sociais.

A leitura do texto permite constatar, desde logo, que na realidade Weber não se limita a uma postura contemplativa diante do processo que examina e que as referências e alusões a problemas contemporâneos se multiplicam no texto. Com efeito, já aqui transparece uma característica básica do estilo weberiano, que é o seucaráter eminentemente crítico: ele sempre escreve contra alguém ou alguma coisa do seu tempo. Ele usa esses termos para enfatizar a importância dos fatores econômicos, “materiais” para a explicação do processo em exame, contra as interpretações “idealistas” correntes na época; mas ao mesmo tempo afasta-se do materialismo histórico ao negar a possibilidade de encontrar-se num curso objetivo e...
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