Bacias sedimentares

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  • Publicado : 7 de junho de 2011
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As bacias sedimentares são depressões da superfície terrestre formadas por abatimentos da litosfera, nas quais se depositam, ou depositaram, sedimentos e, em alguns casos materiais vulcânicos.
Estas podem ser de vários tipos, de acordo com as causas da sua formação e destacam-se as frontais, que se localizam à frente de uma cadeia montanhosa ou de um arco de ilhas vulcânicas, que são o resultadoda convergência de placas que obriga à flexão e afundamento da litosfera; as de retroarco localizam-se entre o arco de ilhas vulcânicas e o continente, pois resultam da formação de cadeias montanhosas; as de estiramento resultam da distensão da litosfera devido à actuação de forças tectónicas distensivas e um exemplo destas são os riftes; por último, existem as bacias sedimentares que resultam doarrefecimento da litosfera, pois este provoca um aumento da densidade das rochas e a sua subsidência.
O registro sedimentar dessas áreas é geralmente composto por um espesso pacote sedimentar no seu interior, o qual diminui de espessura ao se aproximar das bordas da bacia e apresentam camadas de rochas que mergulham da periferia para o centro.
As bacias sedimentares preservam um registrodetalhado do ambiente e dos processos tectônicos que deram forma à superfície da Terra através do tempo geológico. Também servem como importante repositório de recursos naturais, tais como água subterrânea, petróleo e recursos minerais diversos.
A área estudada engloba rochas pré-cambrianas dos grupos Caicó e Seridó, sequências vulcanossedimentares mesozoicas-cenozoicas relacionadas à Bacia Potiguar eregistros sedimentares continentais e costeiros neogênicos e quaternários.
O substrato da Bacia Potiguar é caracterizado pela ocorrência de rochas gnáissico-migmatíticas do Grupo Caicó, rochas supracrustrais do Grupo Seridó e corpos graníticos neles intrusivos. Estas unidades caracterizam a Faixa Seridó, um dos domínios da Província Borborema (Almeida, Brito Neves, Carneiro, 2000).
As rochas daBacia Potiguar estão divididas em três grupos (Souza, 1982; Araripe e Feijó, 1994): Areia Branca, Apodi e Agulha. O Grupo Areia Branca possui conteúdo predominantemente siliciclástico e ocorre sobreposto ao embasamento cristalino de forma discordante, reunindo as formações Pendência, Pescada e Alagamar, de idades que variam desde o Valanginiano ao Paleo-Albiano. O Grupo Apodi é formado por rochassiliciclásticas e carbonáticas das formações Açu, Ponta do Mel, Quebradas e Jandaíra, que datam do Albiano ao Campaniano. Rochas siliciclásticas e carbonáticas do Grupo Agulha, que abrange as formações Ubarana, Guamaré, Tibau e Barreiras, foram depositadas no intervalo de tempo que varia do Campaniano ao Plioceno. Associados a estas unidades litoestratigráficas sedimentares, ocorreram eventosmagmáticos: Magmatismo Rio Ceará-Mirim (Toarciano ao Albiano), Magmatismo Serra do Cuó (Santoniano e Campaniano) e Magmatismo Macau (Oligocêno ao Mioceno).
Desta sequência vulcanossedimentar, quatro unidades litoestratigráficas mesozoico-cenozoicas afloram: formações Açu, Jandaíra e Barreiras, e Magmatismo Macau. Apenas as duas últimas unidades citadas são de idade cenozoica, portanto objetos deestudo deste artigo, que ainda inclui as coberturas sedimentares quaternárias.
As rochas máficas relacionadas ao Magmatismo Macau formam corpos subvulcânicos a vulcânicos. Na área plataformal, os derrames de olivina basaltos atingem espessuras da ordem dos 1.500 m na região dos canyons submersos (Araripe e Feijó, 1994). Estudos de microfósseis (Souza, 1982) em unidades sedimentares intercaladas aopacote vulcânico permitiram posicionar este magmatismo entre o Oligoceno e Mioceno. Datações recentes, utilizando o método 40Ar/39Ar, forneceram idades de 24,6 ± 0,8 Ma (Souza et al., 2003) para as rochas do neck vulcânico do Pico do Cabugi (Lages-RN); pulsos vulcânicos datados em 17 Ma foram encontrados em poços na porção submersa da Bacia Potiguar (Araripe e Feijó, 1994; Mizusaki et al., 2002)....
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