Artigo cientifico rubens borba

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  • Publicado : 2 de abril de 2013
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RUBENS BORBA DE MORAES: contribuições para a biblioteconomia
Alan Brenno Santos
Emyla Mayara Lopes da Silva²

RESUMO
Trata de Rubens Borba de Moraes e suas contribuições para a teoria da Biblioteconomia no Brasil. Objetiva ressaltar suas ideias para o desenvolvimento da Biblioteconomia, dos cursos e das bibliotecas, pautada em revisões literárias. Enfatiza a atuação na Divisão de Bibliotecasdo Departamento de Cultura de São Paulo na qual elaborou vários projetos para a melhoria qualitativa e quantitativa de bibliotecas públicas, assunto de grande interesse para o pensador.

Palavras-chave: Rubens Borba de Moraes. Melhorias. Bibliotecas públicas. Departamento de Cultura de São Paulo.

1 INTRODUÇÃO

Rubens Borba de Moraes “1899 – 1986” foi o pioneiro da biblioteconomia noBrasil. Bibliófilo, bibliográfo, bibliotecário e ensaísta paulista, mas exerceu diversas outras atividades como jornalista e professor sempre atuando na questão da leitura e no âmbito cultural e político. O certo é que duas ideias revolucionaram o campo da ciência da informação, onde sua participação foi indispensável para concretização do curso. Atraiu interesses de especialistas para a questão dabibliografia na época.
De suas produções destacam-se a Bibliografia Brasiliana, Domingo dos Séculos, O Bibliófilo Aprendiz, dentre outros. Rubens Borba deixou sua marca por onde passou na Divisão de Bibliotecas da cidade de São Paulo, onde elaborou projetos voltados para a promoção da leitura. Atuou na Biblioteca Nacional (BN), na biblioteca da ONU em Nova York e no centro de informações da ONU emParis.
Contudo, falar de Rubens Borba de Moraes é presenciar as revoluções da Biblioteconomia, o fato é que, ele foi muito importante para o aprofundamento da literatura brasileira e para a importância das bibliotecas.

2 BIOGRAFIA

Contextualiza-se a biografia de Rubens Borba de Moraes por meio das obras de Lemos (2011), Moraes (2005) e Bandeira (2007). O autor nasceu no dia 23 de janeiro de1899, em Araraquara, SP, e morreu em 2 de setembro de 1986, na cidade de São Paulo. Vindo de uma família tradicional de São Paulo descendente de Borba Gato, Rubens tinha muito orgulho de sua condição de paulista. Em Testemunha Ocular (Recordações) Lemos(2011) em que suas memórias incompletas mostra porque sua vida foi voltada aos livros e à história da biblioteconomia brasileira.
Bibliófilo,bibliógrafo, bibliotecário e ensaísta, Rubens Borba de Moraes, que embora nascido no Brasil, cedo foi estudar na Europa, e fez sua graduação em letras na Universidade de Genebra, concluída em 1919. Foi um dos organizadores da Semana de Arte Moderna de 1922, mas por ter contraído febre tifoide, não pôde participar do evento. Ao terminar o curso primário em Paris, continuou os estudos em Genebra,oásis na Europa atingida pela Primeira Guerra Mundial onde só voltou para o Brasil em 1919, onde passou quase um ano “abrasileirando-se”. Teve de reaprender o português, pois só escrevia em francês. Um dos primeiros que reencontrou foi o seu amigo de infância Mário de Andrade, que aproveitou seu retorno, com uma bagagem de livros, para as reuniões de empréstimos de livros que reunia jovens em suacasa, todas as terças-feiras, entre 1921 e 1923.
Rubens Borba de Moraes emprestava a Mário de Andrade e aos colegas do grupo, Klaxon a revista de Henri Barbusse, que assinava, e as publicações do grupo Clarté. Com sua leitura ajudou a divulgar entre os colegas as obras de Lafargue, Villiers de l’Isle Adam, Huysmans, Apollinaire, Claudel, Cocteau, Blaise Cendrars, Max Jacobs, entre outros autorescujos livros não se achavam nas livrarias de São Paulo.
Os frequentadores mais assíduos eram Guilherme de Almeida, Di Cavalcanti, Sérgio Milliet, Oswald de Andrade, Luis Aranha e Anita Malfatti. Borba de Moraes relembra, com emoção, o brilho de Mário de Andrade recitando seus versos. Com eles organizou a Semana de Arte Moderna de 1922.
Em 1932 combateu na Revolução Constitucionalista, como...
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