Artigo cientifico em adm de radilogia

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  • Publicado : 19 de março de 2013
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O do educador Cláudio Moura Castro mostra que um cidadão que tenha o ensino fundamental ganha o dobro de outro sem Escolaridade, e os que têm ensino médio completo recebem cerca de 1/3 a mais de quem possui apenas o fundamental. Os que são graduados recebem 3,5 vezes mais do que os que só têm o ensino médio.
Os economistas Fernando Holanda Barbosa e Samuel Pessoa, ambos do InstitutoBrasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas, mostram que cada ano de Escolaridade aumenta a produtividade do trabalho nos Estados Unidos em cerca de 8%.
Segundo os pesquisadores, diferenciais de Escolaridade são explicações fundamentais para a diferença de renda per capita entre o Brasil e vários países. A Educação explica de 30% a 50% da desigualdade de renda no Brasil entre a década de1970 e meados de 1990.
A partir da mudança de paradigma, nos últimos 15 anos, a Educação tem tido, segundo os autores, "papel central" na redução da desigualdade. Os economistas chamam a atenção para o fato de que "os efeitos do atraso educacional extrapolam os limites das variáveis estritamente econômicas, como renda e distribuição de renda. A favelização das grandes metrópoles e a explosão dacriminalidade na década passada também estão associadas ao atraso da Educação".
O economista Fernando Veloso, da FGV, coordenador do livro com Fábio Giambiagi, Samuel Pessoa e Ricardo Henriques, com estudo das estatísticas do ensino brasileiro, mostra que falamos que foi universalizado o acesso ao ensino fundamental - 97% das crianças de 7 a 14 anos estão na Escola -, mas, "se olharmos os dados dataxa de conclusão do ensino fundamental no Brasil em 2007 veremos que apenas 60% o concluíram, enquanto no ensino médio só 35%".
Estamos usando o termo "universalizar" de maneira errada, pois ele geralmente indicaconclusão, inclusive para a ONU.
Na análise por faixa etária, Veloso mostra a evolução na proporção da população com pelo menos o ensino médio completo, mas também as deficiências, queainda são maiores que os avanços.
No Brasil, entre 25 e 64 anos, a média é de 30% com pelo menos o ensino médio completo, e, quando se pega o pessoal mais velho, de 55 a 64, a taxa é de 11%, o que mostra que melhoramos com os mais jovens.
Mas na Coreia do Sul, ressalta Veloso, os cidadãos de 55 a 64 anos tinham média de 37% com o médio completo, e os de 25 a 34 já têm 97%. "Nessa faixa, a Coreiauniversalizou o ensino médio, e o Brasil está com 38%, ainda uma distância enorme".
Num livro anterior, em artigo escrito em parceria com Sérgio Guimarães Ferreira, ele estava mais pessimista do que hoje. Embora entre 1980 e 2000, tenha havido aumento expressivo da Escolaridade média, de 3,1 para 4,9 anos de estudo, países de renda per capita similar à brasileira experimentaram significativosaumentos de Escolaridade, de forma que a diferença entre o Brasil e eles se elevou ao longo do período.
Em 1960, os brasileiros tinham um nível de Escolaridade um pouco maior que o dos mexicanos, mas, em 2000, estes tinham 2,3 anos de estudo a mais do que nós. A Índia também teve um crescimento expressivo. Em 1960, a sua Escolaridade média era inferior à do Brasil em 1,2 ano de estudo, enquanto em2000 ela já era um pouco superior à brasileira.
Enquanto em 1960 a Coreia do Sul tinha uma Escolaridade média superior à do Brasil em 1,4 ano de estudo, em 2000 essa diferença havia se elevado para quase seis anos.
Como o Brasil estagnou durante muito tempo, até mais ou menos início da década de 80, a diferença era enorme, analisa Veloso. Mas a continuidade de programas educacionais, e osurgimento de instrumentos para medição da qualidade do ensino e, consequentemente, para a solução dos problemas, fazem com que ele esteja um pouco mais esperançoso hoje.
Em relação à Coreia, Veloso destaca a qualidade do ensino, e aí talvez seja ainda mais gritante a diferença. Na tabela da Pisa de 2006, a Coreia é 4º e o Brasil é 54º; a Coreia está em 1º e o Brasil 49º em leitura.
O parâmetro...
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