Arquitetura archigram

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  • Publicado : 27 de novembro de 2012
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Archigram
Archigram foi um grupo de arquitetos ingleses da década de 60 que produziam ensaios (utópicos) sobre o futuro das cidades valendo-se de visões inovadoras que agregavam tecnologia à arquitetura. Abordando a cidade como uma máquina, a introdução de elementos tecnológicos, ambientes desconexos do plano do solo, edifícios conectados por passarelas, cidades itinerantes são elementosfrequentemente nesses projetos.
Utilizando materiais como o plástico e o aço, essas cidades cresceriam através de braços, que estabeleceriam conexões entre vários módulos através de redes que funcionariam como meio de comunicação e ligação entre as megaestruturas, oferecendo a possibilidade de plugar e desplugar caminhos e conexões. Cada uma dessas estruturas seria dotada de certa autossuficiência,oferecendo além das moradias, espaços públicos, supermercados, farmácias, escritórios, hotéis... ”As unidades arquitetônicas residenciais e de serviços dessa cidade interconexa eram planejadas para a obsolescência, ou seja, eram espaços criados para serem reprogramados e remanejados com o passar do tempo, de acordo com as mudanças ocorridas no cotidiano urbano e em consequência do surgimento de novasnecessidades de consumo”. (Redescobrindo a arquitetura do Archigram - Solon Kretli da Silva; Marcos, 2004)
É possível traçar um paralelo entre Matrix (filme de 1999) e as cidades de Archigram onde as pessoas vivem em naves, que se deslocam na medida em que se faz necessário. É como se o mundo fora das maquinas (ou dos módulos de Archigram) se tornasse desolado e inabitável. O vídeo a seguir sobrea Walking City deixa essa semelhança bem clara para quem assistiu ao filme, além de conter uma breve explicação sobre o contexto em que foram desenvolvidos o projeto.
Para entendermos a importância das idéias e dos projetos do grupo Archigram é necessário fazermos uma viagem no tempo até o início dos anos sessenta do século XX. Havia passado o traumatismo da segunda guerra mundial e muitospaíses do primeiro mundo entravam em um período de grande expansão econômica e tecnológica, impulsionando o desenvolvimento de revolucionários meios de transporte e de comunicação. As políticas de conquista espacial, o crescimento das redes de telecomunicações via satélite, o surgimento da robótica, dos computadores e a proliferação de todo tipo de eletrodomésticos, principalmente, a televisão,indicavam um novo panorama de desenvolvimento e de bem estar. Em conseqüência dessa revolução tecnológica, eclodiu nas sociedades avançadas uma nova cultura de massas, uma cultura mediática fundamentada na relação com os novos sistemas comunicacionais e informacionais e com as novas tecnologias eletrônicas (1).
Entusiasmados com os efeitos dessa perspectiva de progresso, muitos arquitetos da época viam aarquitetura tradicional como um grande artefato obsoleto e compartilhavam a crença de que era possível e necessário uma transformação total da disciplina arquitetônica. Esse é o caso do  grupo Archigram, formado por Peter Cook, Ron Herron, Warren Chalk, Dennis Crompton, David Greene e Mike Webb. Estes arquitetos ingleses não temiam romper todos os vínculos com a tradição e com os padrõesestabelecidos. As suas propostas tinham sempre um caráter inovador e desafiador, elevando a moderna apologia do novo à enésima potência.
O Archigram surgiu a partir de alguns estudantes de arquitetura e urbanismo recém graduados que se reuniram para publicar uma revista ilustrada de caráter contestatório e provocativo, também denominada Archigram. Um nome que vem da junção entre aspalavras architecture e telegram. A idéia era lançar uma publicação que fosse mais simples e mais ágil que uma revista  comum e que tivesse a instantaneidade de um telegrama. Esta publicação mesclava projetos e comentários sobre arquitetura com imagens gráficas, cuja referência vinha do universo pop da TV, do rádio e das histórias em quadrinhos, como os space-comics, por exemplo. A linguagem utilizada na programação...
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